Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Movimento Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo

Bengalinha discursando por você.

 

 Exmo(s). Senhor(es)

 

No passado dia 7 de Março de 2009, Sábado, o Movimento “Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo: Uma Nova Esperança” apresentou publicamente o candidato a Presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, o qual conta com a sigla, símbolo e apoio do Partido Socialista. Trata-se de um Projecto inovador, tendo em conta que este MOVIMENTO coloca os interesses das populações muito à frente de quaisquer interesses partidários.

Bernardino Bengalinha Pinto, 45 anos, Bancário, “apresentou-se ao cargo” num ambiente de festa na solarenga tarde de sábado.

No Cine Teatro Vianense estiveram a apoiar publicamente cerca de 300 pessoas, a esmagadora maioria independentes sem qualquer filiação partidária.

Discursos bem elaborados, realistas, bons diagnósticos, rumo bem definido e com formas inovadoras de envolver sempre a população em todos os processos.  

De facto, este é um projecto credível, com pessoas credíveis cujo currículo fala por si.

O candidato Bernardino Bengalinha é a pessoa certa para o lugar certo, é o homem indicado para assumir a enorme responsabilidade de levar o concelho de Viana do Alentejo para uma nova rota de desenvolvimento onde os cidadãos contam efectivamente.

No final assistiu-se a uma magnífica actuação da Banda Filarmónica da Sociedade União Alcaçovense  e também do Grupo Seara Nova.   

 

Pela Candidatura

José Luís Potes Pacheco

 

R28 - 46 por você.

 

 

 

 

 

 recebido em peixebanana@sapo.pt editado por peixe banana

 

publicado por peixebanana às 21:16
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21 comentários:
De Tarwin a 15 de Março de 2009 às 00:53
Na minha opinião o discurso cumpriu o mínimo que se exigia. Não deslumbrou, mas também não desiludiu. Temo, no entanto, que para ganhar as eleições frente ao actual Presidente será preciso mais. Muito mais. Será necessário um discurso mais terra-à-terra que vá ao encontro das pessoas. É utópico pensar o contrário. Fica bem dizer que se vai ouvir as pessoas. Mas o que realmente importa é dizer às pessoas o que se vai fazer. Elas depois opinam, mas primeiro têm que ver um caminho, um trilho, um rumo. E obviamente que a nova estratégia a seguir tem que contrastar com a actual gestão camarária. Caso contrário, as pessoas não alteram o seu sentido de voto. O pensamento será sempre que, para ficar tudo na mesma, mais vale jogar pelo seguro e votar na continuidade. A mudança acarreta sempre o risco do desconhecido e é preciso muito mais motivação para alterar alguma coisa do que para lhe dar continuidade.
Para mim a única forma de alterar o estado de coisas passa por apresentar um modelo de desenvolvimento do concelho alternativo ao actual. A actual equipa optou por, deliberada ou acidentalmente, por em prática um modelo que se baseou no incentivo à construção de casas próprias em bairros residenciais e, ou mesmo tempo, a construção de parques industriais também eles maioritariamente constituídos por empresas ligadas à construção civil ou a ela associadas. Por uns tempos, tudo pareceu correr bem. Os jovens casais recorreram à banca, começaram a construir as suas casas, e toda a indústria ligada à construção civil (empreiteiros, carpinteiros, canalizadores, electricistas, etc), assim como o comércio local, floresceu. Em muitos dos casos, os próprios donos das casas trabalharam directa ou indirectamente na sua construção. Obviamente que este não é um modelo de desenvolvimento sustentável porque a riqueza criada é artificial. O dinheiro que circulou não foi gerado por riqueza própria, foi sim EMPRESTADO pelos bancos. Bancos esses que mais tarde ou mais cedo cobram o empréstimo com juros… A crise acelerou a falência deste modelo, mas mesmo sem crise este modelo iriam sempre ruir porque no dia em que já não fosse necessário construir mais casas, acabavam-se os empréstimos, as empresas deixavam de ter trabalho, o desemprego disparava, o consumo diminuía e com isso também se afundava o comércio.
É uma alternativa a este modelo que quero ouvir dos candidatados às eleições ao concelho de Viana. Vão continuar a apostar neste modelo ou a solução passa por voltar novamente à agricultura? Ou será o turismo? Ou será posta em prática uma política de renovação do parque industrial com novas empresas que, de facto, possam trazer riqueza ao concelho? É isto que preciso de saber deste e de todos os outros candidatos ao concelho.
Só depois decidirei em quem votar.
De peixebanana a 15 de Março de 2009 às 01:27
permita-me dizer-lhe que é um dos comentários mais lucidos que por aqui tem passado. Muito obrigado por comentar.
De Tarwin a 15 de Março de 2009 às 01:55
Obrigado pelo elogio. Já agora espero que não leve a mal o facto de ter feito o mesmo comentário num outro blog cujo post era exactamente o mesmo tema. Cumprimentos
De Jota a 17 de Março de 2009 às 16:44
Sobre o discurso do "Tarwin", concordo em parte, discordo sobretudo da parte inicial.
Para mim, apesar de poder ter sido "mais agressivo", o discurso cumpriu mais que o mínimo.
Para ganhar ao actual presidente será preciso muito mais, mas não para mim. Para mim, chega!
Em minha opinião o que importa não é só dizer às pessoas o que se vai fazer, principalmente se DEPOIS NÃO SE FAZ..... E isso já vi, porque estes não fizeram... E ficaram as intenções bonitas, e os bons programas, mas só no papel.
Em resumo, acho que jogar pelo seguro não é apostar nesta continuidade...

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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

 

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Alucinações

 
Um polícia reformado imagina que uma criança inglesa morreu num trágico acidente e que o corpo foi congelado ou conservado no frio pelos pais e amigos.

Um político socialista imaginou que era possível combater a corrupção neste sítio cada vez mais mal frequentado, apresentou um pacote de medidas e ficou muito desiludido quando o seu partido o atirou para o lixo e aprovou um conjunto de diplomas que vai deixar tudo como antes, o quartel-general em Abrantes. O mesmo político imagina, agora, que a corrupção está mais elevada do que nunca e fica triste porque ninguém lhe liga nenhuma.

A líder do maior partido da Oposição imagina que é possível chegar ao poder sem andar por aí em festas folclóricas, em espectáculos medíocres e chega ao ponto de dizer que vai tentar falar verdade sobre os problemas do sítio e que não se pronuncia sobre assuntos que não conhece.

Um ministro deste Governo socialista imagina-se como director comercial de uma multinacional e salta de contente sempre que assina um contrato com uma empresa qualquer. O mesmo governante imagina um dia que a crise económica, financeira e social já passou e no outro imagina que o que aí vem vai ser bem pior.

Um primeiro-ministro que os indígenas elegeram em 2005 com maioria absoluta imagina que vive num sítio maravilhoso, com uma economia pujante, com um nível de vida extraordinário, com cidadãos altamente qualificados e até imagina que Angola tem um governo fabuloso, digno dos maiores elogios, que a Líbia é dirigida por um ser normal, democrático, que até escreveu em tempos um livro que só por acaso não ganhou o Nobel da Literatura e que a Venezuela tem um presidente civilizado, com os alqueires todos no sítio e que merece ser recebido várias vezes em poucos meses com gestos de grande carinho e amizade.

Um Presidente da República imagina que os seus silêncios são mais importantes do que as suas palavras e imagina que quando discursa alguém o ouve verdadeiramente com atenção. Imagina que quando fala na necessidade de se combater a corrupção ou atacar a sério os problemas da Justiça e da Educação alguém o leva verdadeiramente a sério e vai a correr preparar mais uns diplomas para indígena ver.

A alucinação, como se vê, veio para ficar. Está a tornar-se numa pandemia. Em vez de dinheiros da Europa, o sítio precisa urgentemente de uma enorme equipa de psiquiatras que o cure da doença enquanto há tempo e esperança de cura.

António Ribeiro Ferreira
[in Correio da Manhã, 28.07.2008]

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