Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Opinião

 

Tem se falado por ai muito dos futuros candidatos a ocupar um lugar na Câmara Municipal de Viana do Alentejo sempre que se fala ou comenta o movimento unidos pelo concelho de Viana, sempre de uma forma bastante superficial e por vezes até depreciativa. Numa toada de pergunta/ resposta, tenho reparado na tentativa sistemática de menosprezar o trabalho de um grupo aberto de gente oriunda de todos os quadrantes políticos do concelho, em grande parte anónimos que sem qualquer compromisso abdicam da sua vida pessoal e dão o seu contributo em grupos de trabalho abertos a quem quer dar o seu contributo pessoal. A ideia de construir uma proposta credível e séria a partir da voz dos munícipes do nosso concelho parece-me a mais democrática e tanto mais será quantas mais pessoas quiserem fazer parte do seu futuro.
Muitos dirão que isto não é senão uma maneira de enganar o povo para levá-lo a votar no Partido Socialista, outros, saudosistas das vitórias de Abril hesitam entre um projecto que reconhecem ser verdadeiramente democrático na sua essência e um projecto gasto, nada democrático na sua construção, completamente partidarizado e altamente prejudicial para o concelho como é prova disso mesmo os últimos discursos o senhor presidente da Câmara de Viana do Alentejo. Outros ainda começam a sentir-se úteis quando se calhar pela primeira vez na vida podem fazer algo pelo seu concelho ao participarem no seu próprio futuro. Depois há aqueles que se sentem enganados por este executivo, mas que por razões óbvias não podem expressar a sua opinião de forma livre. Há aqueles que pura e simplesmente acreditam e passam a palavra e outros que vivem agarrados á teta gorda da CDU, o empregador oficial do concelho.
Por falta de uma opção verdadeiramente credível o concelho de Viana do Alentejo caiu na angustiante afirmação da simpatia do Sr. Estêvão Pereira e na agonizante política que a CDU delineou para este concelho. Bem sei que a marca CDU tem aqui muita aceitação, e que por este motivo o actual executivo pode dar-se ao luxo de brincar às câmaras e aos presidentes que o povo vota sempre. Não há nada que uma boa festa da Primavera não resolva.
É a primeira vez que se tenta dar voz á população num projecto para a população, não me interessa se tem o apoio do PS ou PSD, CDU ou CDS/PP, interessa-me sim ter voz activa na escolha dos candidatos, bem como participar nos grupos de trabalho, ter voz activa e afirmar os meus deveres de cidadão e munícipe. Como seria de esperar num concelho tão pequeno, existem sempre os eternos candidatos, homens e mulheres que de uma forma ou de outra têm dado o seu contributo ao concelho, e que acreditam neste projecto. Será portanto natural o aparecimento de um forte candidato com reais aspirações a ser Presidente da Câmara de Viana do Alentejo, alguém que não cresceu num partido e que á nossa semelhança acredite num futuro melhor. Até eu, se participar dos grupos de trabalho, tenho opinião acerca de quem deveriam ser os candidatos e é esse um dos trunfos do movimento.
Como diriam alguns, a minha opinião pode até não contar para nada, ou pior, pode até prejudicar o movimento unidos pelo concelho de Viana, mas isso é o que dizem alguns…
publicado por peixebanana às 15:59
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De anonimo a 25 de Janeiro de 2009 às 17:36
Mas qual apoio, qual carapusa a candidatura é do PS ! Se querem ser um verdadeiro movimento de cidadãos independentes, formem no à semelhança de Alvito e outros concelhos... Mas retirem a sigla do partido socialista e façam todos os contactos e divulgações à comunicação social sem passar e ser assinado pela federação distrital do partido socialista. Se querem e acreditam num verdadeiro movimento independente de marrasmos politicos é legitimo, mas façam no verdadeiramente e sem tentativas de disfarces...
Saudações Democraticas
De peixebanana a 25 de Janeiro de 2009 às 17:56
Confesso que me custa engolir a sigla PS, no entanto acredito que em grande parte o projecto é muito interessante, participativo, democratico e acima de tudo mesmo com esta sigla PS, uma alternativa muito consciente e altamente participada.
Algo que tem faltado desde sempre neste municipio. Se me quiser dizer que em Évora não é diferente, posso dizer-lhe que um verdadeiro modelo actual de gestão municipal nada tem haver com estes modelos obsoletos. O envolvimento da população nos programas eleitorais, bem como a sua participação na escolha dos seus representantes aumenta o nivel de cumprimento dos proprios programas e é em grande medida uma mais valia para o concelho.
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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

 

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Alucinações

 
Um polícia reformado imagina que uma criança inglesa morreu num trágico acidente e que o corpo foi congelado ou conservado no frio pelos pais e amigos.

Um político socialista imaginou que era possível combater a corrupção neste sítio cada vez mais mal frequentado, apresentou um pacote de medidas e ficou muito desiludido quando o seu partido o atirou para o lixo e aprovou um conjunto de diplomas que vai deixar tudo como antes, o quartel-general em Abrantes. O mesmo político imagina, agora, que a corrupção está mais elevada do que nunca e fica triste porque ninguém lhe liga nenhuma.

A líder do maior partido da Oposição imagina que é possível chegar ao poder sem andar por aí em festas folclóricas, em espectáculos medíocres e chega ao ponto de dizer que vai tentar falar verdade sobre os problemas do sítio e que não se pronuncia sobre assuntos que não conhece.

Um ministro deste Governo socialista imagina-se como director comercial de uma multinacional e salta de contente sempre que assina um contrato com uma empresa qualquer. O mesmo governante imagina um dia que a crise económica, financeira e social já passou e no outro imagina que o que aí vem vai ser bem pior.

Um primeiro-ministro que os indígenas elegeram em 2005 com maioria absoluta imagina que vive num sítio maravilhoso, com uma economia pujante, com um nível de vida extraordinário, com cidadãos altamente qualificados e até imagina que Angola tem um governo fabuloso, digno dos maiores elogios, que a Líbia é dirigida por um ser normal, democrático, que até escreveu em tempos um livro que só por acaso não ganhou o Nobel da Literatura e que a Venezuela tem um presidente civilizado, com os alqueires todos no sítio e que merece ser recebido várias vezes em poucos meses com gestos de grande carinho e amizade.

Um Presidente da República imagina que os seus silêncios são mais importantes do que as suas palavras e imagina que quando discursa alguém o ouve verdadeiramente com atenção. Imagina que quando fala na necessidade de se combater a corrupção ou atacar a sério os problemas da Justiça e da Educação alguém o leva verdadeiramente a sério e vai a correr preparar mais uns diplomas para indígena ver.

A alucinação, como se vê, veio para ficar. Está a tornar-se numa pandemia. Em vez de dinheiros da Europa, o sítio precisa urgentemente de uma enorme equipa de psiquiatras que o cure da doença enquanto há tempo e esperança de cura.

António Ribeiro Ferreira
[in Correio da Manhã, 28.07.2008]

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