Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

A contratação para salvar a época

 

 

 

Depois da publicação da ACTA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DE 26/11/2008 da CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO ALENTEJO no blogue Alcáçovas, fiquei a saber que a Câmara Municipal de Viana do Alentejo tem um novo adjunto. Bem, na realidade já toda a gente o sabia, tem se falado em voz baixa, por aqui e por ali, procurando no olhar de cada um se é bom ou se é mau, se tem condições ou não, se pode haver conflito de interesses ou não e qual será o seu papel nos serviços do Município.
Já ficamos todos a saber que irá assessorar o Senhor Presidente e garantir o funcionamento de todos os Conselhos Municipais, quer preparando os trabalhos para os mesmos, quer representando o Presidente em caso de impossibilidade do mesmo, pretende-se também que o senhor Luís Miguel Duarte passe a acompanhar muito directamente a Protecção Civil e também já lhe foi entregue o dossier da toponímia no qual já está a trabalhar. Foi-lhe também pedido que acompanhe os processos de legalizações que o Assessor Jurídico tem em mão. O senhor Presidente referiu ainda que o seu Adjunto é um elemento do Gabinete de Apoio à Vereação pelo que, independentemente das tarefas de apoio ao Presidente da Câmara, quer o senhor Vereador Fadista quer a senhora Vereadora Vera poderão ter necessidade de lhe solicitar ajuda. O senhor Presidente acrescentou ainda que existem agora condições para que o seu adjunto possa também acompanhar o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, já aprovado.
 
Sei que tenho sido bastante crítico em relação a algumas questões relacionadas com o funcionamento dos serviços municipais, mas desta vez tenho que lhe tirar o chapéu Sr. Presidente. Para além de um empresário que prima pela excelência no seu trabalho e com grande capacidade de criar simpatia, a Câmara Municipal de Viana do Alentejo, pode contar agora com uma arma letal na corrida ás eleições autárquicas. Acredito sinceramente no empenho do Sr. Luis Miguel Duarte bem como na sua capacidade de trabalho aliada á sua veia empresarial e à sua postura imparcial.
A renovação da imagem da nova Câmara Municipal de Viana do Alentejo já começou, a oposição que se cuide.
 
PS - Na parte do apoio á vereação tenha cuidado no apoio ao vereador Fadista, pois corre sérios riscos de acabar o mandato com 150Kg.
publicado por peixebanana às 23:26
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De Anónimo a 13 de Dezembro de 2008 às 21:12
a época é de solidariedade, porque a imobiliária já viveu melhores dias, o gaz também não tá famoso, por isso era preciso recorrer ao amigo do peito. Assim se percebe o novo adjunto da Câmara, apenas com uma observação pago pelo dinheiro de todos nós
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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

 

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Alucinações

 
Um polícia reformado imagina que uma criança inglesa morreu num trágico acidente e que o corpo foi congelado ou conservado no frio pelos pais e amigos.

Um político socialista imaginou que era possível combater a corrupção neste sítio cada vez mais mal frequentado, apresentou um pacote de medidas e ficou muito desiludido quando o seu partido o atirou para o lixo e aprovou um conjunto de diplomas que vai deixar tudo como antes, o quartel-general em Abrantes. O mesmo político imagina, agora, que a corrupção está mais elevada do que nunca e fica triste porque ninguém lhe liga nenhuma.

A líder do maior partido da Oposição imagina que é possível chegar ao poder sem andar por aí em festas folclóricas, em espectáculos medíocres e chega ao ponto de dizer que vai tentar falar verdade sobre os problemas do sítio e que não se pronuncia sobre assuntos que não conhece.

Um ministro deste Governo socialista imagina-se como director comercial de uma multinacional e salta de contente sempre que assina um contrato com uma empresa qualquer. O mesmo governante imagina um dia que a crise económica, financeira e social já passou e no outro imagina que o que aí vem vai ser bem pior.

Um primeiro-ministro que os indígenas elegeram em 2005 com maioria absoluta imagina que vive num sítio maravilhoso, com uma economia pujante, com um nível de vida extraordinário, com cidadãos altamente qualificados e até imagina que Angola tem um governo fabuloso, digno dos maiores elogios, que a Líbia é dirigida por um ser normal, democrático, que até escreveu em tempos um livro que só por acaso não ganhou o Nobel da Literatura e que a Venezuela tem um presidente civilizado, com os alqueires todos no sítio e que merece ser recebido várias vezes em poucos meses com gestos de grande carinho e amizade.

Um Presidente da República imagina que os seus silêncios são mais importantes do que as suas palavras e imagina que quando discursa alguém o ouve verdadeiramente com atenção. Imagina que quando fala na necessidade de se combater a corrupção ou atacar a sério os problemas da Justiça e da Educação alguém o leva verdadeiramente a sério e vai a correr preparar mais uns diplomas para indígena ver.

A alucinação, como se vê, veio para ficar. Está a tornar-se numa pandemia. Em vez de dinheiros da Europa, o sítio precisa urgentemente de uma enorme equipa de psiquiatras que o cure da doença enquanto há tempo e esperança de cura.

António Ribeiro Ferreira
[in Correio da Manhã, 28.07.2008]

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