Domingo, 23 de Novembro de 2008

NÃO SE GOVERNAM NEM SE DEIXAM GOVERNAR

«Eu acho (mas é apenas uma suposição pessoal...), que o que fez Manuela Ferreira Leite entrar em ritmo de asneira livre foi a imagem das criancinhas dos liceus a atirar tomates e ovos à ministra e aos secretários de Estado da Educação, entre risos, gritos, histeria e imbecilidades debitadas para os generosos microfones das televisões. E eu percebo-a: no meu tempo de estudante, nós corríamos à frente da polícia de choque, incendiávamos os carros dos “gorilas” da Faculdade, boicotávamos as aulas dos professores do regime, mas tínhamos uma causa concreta, a mais simples de todas: a liberdade. E a liberdade das coisas mais óbvias: poder dizer o que pensávamos, ver os filmes que queríamos, ler os livros e revistas que entendêssemos, sair para o estrangeiro livremente, não ter que desperdiçar dois anos de vida, ou até a própria vida, a defender a pátria em expedições coloniais punitivas com trinta anos de atraso histórico. Muito embora já então não ignorássemos por completo a máxima de que a única vantagem da condição de jovem-estudante é que se trata de um estado de estupidez inevitável que em breve passará, a verdade é que tínhamos razões para ter causas e tínhamos razão e tínhamos causas. Hoje, estas entusiastas criancinhas, que nada têm para arriscar, batem-se por quê: por mais um computador em casa, um telemóvel de última geração, uma nova discoteca para enfiarem «shots» até caírem de borco? É certo que tinham razão relativamente ao regime de faltas, cuja interpretação em algumas escolas conduzia ao absurdo de não distinguir faltas por doença de faltas justificadas - um absurdo, entretanto, corrigido e clarificado pelo Ministério. De resto, que sabem eles do assunto para declararem que querem a demissão da ministra porque ela é “muito autoritária”? Apetece mandá-los todos para trabalhos forçados, a colherem tomate dobrados até ao chão ou a apanharem ovos e limparem capoeiras - para saberem o que vale um ovo e o que vale um tomate.

Eu compreendo Manuela Ferreira Leite: ela já não sabe o que há-de pensar, o que há-de propor para governar este país. Em Março, avisa que abandonar a avaliação dos professores seria uma traição cometida por Sócrates contra o seu eleitorado; em Novembro propõe solenemente que se abandone a avaliação. Na semana passada, declara que não se podem fazer reformas contra as corporações respectivas; esta semana desabafa que, para conseguir fazer reformas, seria preciso suspender a democracia seis meses e fazer tudo por decreto, antes de retomar a normalidade democrática. Francamente, não me passa pela cabeça que ela pense mesmo aquilo que disse: o problema é que ela dá mostras de não saber o que pensar. Perdeu o norte, já não reconhece o chão que pisa. Chegou à mesma conclusão que eu cheguei há uns anos e os romanos já há dois mil anos: que nós não somos governáveis. Não nos governamos, nem nos deixamos governar.

O problema de Manuela Ferreira Leite é que ela não tem um pensamento político sólido nem estruturado para o país e, na situação de emergência em que vivemos, não tem tempo para o formar. Achou que lhe bastava uma dose normal de senso comum e a capacidade de ir gerindo os problemas à medida que eles fossem aparecendo. Primeiro, ficou calada, a ver se percebia o que se passava: depois, como toda a gente lhe gritava que falasse, ela resolveu começar a falar sem ter tido tempo para perceber. Começou a falar como quem pensa em voz alta e desataram a sair as asneiras, como aquela de não poderem ser os jornalistas a escolher a informação dada ao público (quem deveria ser, então: o Zeca Mendonça, do PSD, o ministro Santos Silva, do PS, ou o Cunha Vaz, o especialista em ensinar aos políticos o que eles devem dizer?).

Por exemplo: a guerra dos professores, de que o país está farto, deveria merecer-lhe uma linha de rumo definida, e não oscilante, conforme a rua ou as sondagens o determinam. Anteontem, o Governo voltou a recuar na avaliação, dando finalmente sinais de maleabilidade. Mas é duvidoso que os professores aceitem, mesmo que a alternativa seja a de ficarem aos olhos da opinião pública como o único sector do funcionalismo do Estado que não aceita ser avaliado profissionalmente - nem sequer para permitir que os melhores sejam premiados. Tal como as coisas se apresentam, é quase certo que a Fenprof e Mário Nogueira não aceitarão nada que não seja a continuação da “luta” até à derrota final da ministra e do Governo. Como bom comunista, Mário Nogueira não terá esquecido ainda os ensinamentos de Lenine de que “a revolução é impossível sem uma crise nacional”, e esta passa por “uma crise governamental que atraia para a luta política até as massas mais retardatárias” (‘A doença infantil do comunismo’, 1920). A agenda da Fenprof passa por uma crise governamental, mesmo que não se alcance o que tem o país a ganhar com isso, excepto o caos. Há várias alternativas possíveis neste quadro, mas seguramente que a suspensão da democracia por seis meses não é uma delas. Haveria que ter pensado a sério no assunto antes.

Os problemas urgentes e graves são outros. São as fábricas de automóveis a encerrarem durante semanas e a despedirem por quebra de vendas. É o desemprego que vai disparar e o défice público, tão penosamente diminuído nos últimos anos, que vai ter de crescer para fazer face ao problema. São as exportações em queda a pique, porque os mercados compradores estão todos em recessão. São as empresas descapitalizadas e sem capacidade de endividamento para poderem voltar a investir. É, segundo muitos, uma crise económica sem precedentes depois de 1929, que nenhum dos que estão vivos teve de enfrentar até hoje. Conseguir que Portugal sobreviva neste oceano de tempestades que nos espera ao virar do cabo vai ser tarefa imensa e de resultado mais do que incerto. Não sei se os portugueses perceberão desta vez que é inútil esperar que a salvação venha toda do Governo. Sei que há ainda quem acredite que o Governo (este ou qualquer outro), se quisesse, fazia uma lei e acabava com a crise: podia-se subir salários, pensões, subsídios, financiar as empresas e garantir a banca, fazer obra pública e multiplicar as ajudas à agricultura. Esses nunca perceberão que não há políticas que possam salvar uma economia que, em grande parte e historicamente, se habituou a ser parasitária. Vive do Estado, das ajudas do Estado, dos negócios do Estado, da assistência do Estado. Faz parte da filosofia do “viver habitualmente”, de que falava Salazar: nunca seremos um país desenvolvido nem de gente independente, mas viveremos sempre remediados e aconchegados na protecção do Estado. Seja isso o que for e venha de onde vier o dinheiro: antes das colónias, depois da Europa, hoje cada vez mais dos pagadores de impostos sérios, que são uma minoria. 2009 vai ser um ano terrível, mas de uma coisa estou certo: apesar de irem falir muitos que o não mereciam e que vão ser apanhados na voragem, os que sobreviverem - se o jogo for limpo - é porque não ficaram encostados à espera que os viessem salvar.

Vem aí sangue, suor e lágrimas e é preciso saber mobilizar as pessoas para isso. É nisso que Manuela Ferreira Leite se deveria concentrar: em distinguir o essencial do acessório. Quem chefia a oposição lidera uma fatia importante dos portugueses. E quem lidera tem de saber muito bem e tornar claro qual é o caminho que propõe. Não pode dar uma imagem de cata-vento, ultrapassado pela dimensão do desafio.»

 

Miguel Sousa Tavares in expresso via http://jumento.blogspot.com/

publicado por peixebanana às 20:59
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

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via visione

 

 

 

publicado por peixebanana às 23:07
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Resmas de Euros

 

 

Afinal há fartura de dinheiro na Câmara Municipal de Viana do Alentejo, como se pode constatar na ACTA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DE 29/10/2008 da CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO ALENTEJO. Desde empréstimos aprovados a fundos próprios a Câmara Municipal de Viana do Alentejo, tem capacidade financeira para avançar com todos os projectos a que se propôs inicialmente.
(fonte: http://alcacovas.blogs.sapo.pt/696576.html#comentarios)
Esta gestão democrática, inovadora, aberta e participada da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, que a tanto se propôs corre agora o risco de nos enganar a todos e de almoço em almoço passar a mensagem da obra praticamente feita.  Só que não se vê.
Em Aguiar alcatroaram duas ruas que sobraram do mandato anterior e uma outra que estava mesmo a precisar, por erro (acho eu) alcatroaram também o largo da igreja, gostei do pormenor do restauro do equipamento urbano (bancos), só faltava pintarem um velhote ou dois e já dava lugar ao merecido monumento ao velhote sentado. Estão a alargar o cemitério, e a obra do “poço” no largo da cooperativa vai de vento em popa.
Agora já só falta mesmo a construção do Sanitário público na zona do mercado e conservação e manutenção dos existentes, de referir que a zona do mercado é o parque de estacionamento que se encontra na entrada Norte de Aguiar, é para mim um prazer poder visitar um mercado de carro e fazer compras tipo “drive in”. Sinceramente não sei qual a utilidade de um sanitário público a escassos 100 metros de um existente, dará jeito unicamente aos munícipes nómadas que fazem de Aguiar um ponto de passagem e pernoita, mas por saber que o nosso presidente é bastante sensível as questões étnicas e minoritárias, acredito que lá para o verão teremos Aguiar no” Gypsy Michelan” como um ponto de passagem obrigatório e com a indicação de um “poço” nos arredores. Também falta ainda a construção do Pavilhão Polidesportivo Coberto de Aguiar e criação de condições para recolocação da zona desportiva descoberta, o que pressupõe acabar com uma infra-estrutura que existe, construi-la noutro local e no local da existente erguer a grande obra estruturante de Aguiar, para além de não existir sequer projecto parece que há problemas relacionados com a posse dos terrenos para construção, aqui em Aguiar as pessoas querem acreditar que o terreno da Cooperativa lhes pertence, a mim não me parece que assim seja, venha de lá essa comissão liquidatária da cooperativa e explique aos Aguiarenses afinal a quem pertence o terreno e o edifício. Parece que só na próxima legislatura é que vai ser mesmo construído (mas isso é se o povo votar em massa). Depois temos a remodelação e embelezamento do edifício da antiga cooperativa em Aguiar, que bem precisa, aqui em Aguiar começou-se ao contrário, primeiro os arranjos exteriores, e em seguida mãos á obra propriamente dita, ou será que aquilo foi remodelado e ninguém deu por isso. Em relação á requalificação do parque escolar e colaboração com os agrupamentos escolares e reforçar a intervenção na área educativa, não vale muito a pena estar para aqui a gastar tinta, a escola EB1 de Aguiar fala por si. E essa maravilha que seria a criação de zona oficinal de Aguiar, que em conjunto com o gabinete de apoio ao Desenvolvimento Económico nos traria tantas regalias reais, é como a construção de novo reservatório de água em Aguiar, o sítio está lá!
E isto é em Aguiar, a freguesia mais pequena. Um conselho, agarrem num desses empréstimos e ofereçam um cabaz de Natal a cada família do concelho e a acompanhar um pequeno cartão onde podem escrever, é Natal, ninguém leva a mal!
publicado por peixebanana às 16:27
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

O PARTIDO DO CONCELHO DE VIANA DO ALENTEJO, EMERGE FINALMENTE DA CLANDESTINIDADE

 

Para o caso de não termos reparado, nasceu algures no concelho Viana do Alentejo, tal com a ovelha “dolly”, o Partido Autárquico de Viana do Alentejo (PARVA), sigla criteriosamente visionada pelos respectivos clonadores que manipularam com êxito embriões do PCP.
 
O PARVA ainda não está legalizado, mas tudo indica que com o zelo dos seus aderentes e após a conclusão do processo de recolha das assinaturas, rapidamente junto do Supremo Tribunal de Justiça obterá a sua legalização – espero sinceramente que tudo corra bem, porque tanto empenho merece um reforço positivo.
 
O Partido Autárquico de Viana do Alentejo (PARVA), verdade seja dita, é justamente o partido que detém ilegalmente a governação efectiva do nosso concelho.
 
Quem diz que não somos um concelho criativo, dinâmico, eficaz, eficiente, mas também com qualidade de vida, está redondamente enganado. Tudo isto se deve à obra deste perene executivo, completamente escanzelado que, num notável mas doloroso estertor tenta agarrar-se à vida que se esvai.
Nestes casos, a ética médica divide-se, pois desde há muito tempo que a equipa responsável por estes pacientes, ligados a máquinas de suporte de vida, diagnosticou morte cerebral em todos eles.
 
Não se sabe ainda se, e quando, a equipa médica liderada pelo PCP, desligará estes equipamentos escassos e onerosos.
 
O PARVA aniquilou o PCP concelhio, sacou-lhe a bandeira, até quando? Tingiu-se com as cores do PCP com tinta contrafeita made in China, passeia-se a seu bel-prazer pelo concelho até ao dia em que a tinta, pouco resistente ao sol, caia de vez e a população reconheça finalmente, que ali não vai uma mulher, mas sim um travesti.
 
Contudo, cada vez mais, os modos produtivos introduzidos na China conformam padrões de qualidade, pelo que o PARVA tem esperança que a tinta besuntada na pele dos seus elementos aguente as intempéries deste mandato sem se adulterar.
 
Se o inverno não for rigoroso, nem o Verão escaldante, o PARVA poderá continuar com a pintura em bom estado de conservação, alapado à bandeira rapinada ao PCP. Assim, continuando impecavelmente travestido até ao acto eleitoral, confunde o eleitorado PCP e pode novamente vencer as eleições – UFF! Aguentaremos mais quatro anos de repetido atraso?
 
Se a vitória eleitoral desta facção se consumar, antevejo um futuro ainda mais negro, teremos uma autarquia mais abandonada, endividada, refém do pagamento de obras inoportunas, efectuadas em tempo de crise económica e social, cujas edificações em nada contribuem para o efectivo desenvolvimento do nosso território e respectivos destinatários – a sua população.
 
O PARVA chama a isto obras estruturantes que apenas nos irão mergulhar nas piscinas vestidos de tanga, para de seguida, tiritando de frio, cansados, cheios de fraqueza e em passo de corrida com os chinelos rotos, irmos bater umas bolas nos pavilhões gimnodesportivos do concelho.
 
Projectos ou obras estruturantes concelhias são aquelas que imprimem grandes impactes positivos no desenvolvimento socioeconómico do concelho, eventualmente potenciadas na presença de parcerias intermunicipais ou estatais.
 
Passando em contra-mão o baixo orçamento da maioria das famílias, a falta de emprego e as dificuldades igualmente sentidas pelas pequenas empresas que ainda vão sobrevivendo, o PARVA vai lançando concursos de obras no valor de centenas de milhares de contos, com recurso a empréstimo bancário e com o dinheiro a voar para bolsos fora do concelho.
 
O PARVA está gloriosamente só, mas ao ostentar estas obras em final de mandado, quer fazer figura de rico com o nosso dinheiro. Entretanto, e à cautela, já abriu uma conta na Caixa Geral de Depósitos para todos nós pagarmos a renda nos próximos anos, referente ao empréstimo que em nome da Câmara contraiu sem indagar junto da população se estava de acordo com estes gastos neste momento.
 
Para obviar ao elevado montante do “spread”, e consequentemente da taxa de juro, a onerar o crédito contraído na construção deste novo património imobiliário concelhio anunciado, tal como as famílias com dificuldades financeiras em cumprir os encargos com o crédito à habitação, a Câmara de Viana poderá substituir, durante algum tempo, a prestação mensal por uma renda de valor mais baixo e, mais tarde, comprar os imóveis que foram anteriormente alienados.
 
Enquanto as famílias e as empresas foram apanhadas desprevenidas pela crise, a Câmara num acto de gestão irresponsável, compromete ainda mais o nosso futuro ao assumir compromissos financeiros em plena recessão económica.
 
Carlota Fialho
 
 
recebido por email em peixebanana@sapo.pt editado por peixebanana
publicado por peixebanana às 21:44
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Fim de Votação

Depois de uma semana a votos, mesmo sem candidatos á vista ouve quem tivesse votado, esta amostra é completamente subjectiva e conta apenas com aqueles que passam por aqui e nos fazem uma visita. A todos muito obrigado.

 

Número total de votos - 57

 

PS - 37%

 

CDU - 26%

 

PSD - 21%

 

BE - 5%

 

NENHUM - 11%

 

publicado por peixebanana às 20:54
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Esta dá que pensar

"Nunca discutas com um idiota. Ele arrasta-te até ao nível dele... e depois ganha-te em experiência."

 

publicado por peixebanana às 16:59
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Outra breve sondagem

A um ano das proximas eleições e ainda sem lideres definidos, o blog "um dia perfeito para os peixes banana"  resolveu saber como estão as ideias aqui pelo concelho. Na barra lateral pode encontar uma urna de opinião. Obrigado

publicado por peixebanana às 19:14
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Com o copo meio cheio

 

 

 

Estamos a atravessar tempos difíceis, nos últimos três anos, quase todos os portugueses sentiram de alguma forma o aperto de cinto. O congelamento de salários na função pública, o aumento do desemprego, a falta de trabalho e a dificuldade em cobrar têm vindo gradualmente a aumentar. Ao mesmo tempo que ouve aumento da carga fiscal, aumento brutal nos combustíveis, em alguns bens de consumo básico e as taxas de juro a tocarem no “red line”. Mesmo antes de sabermos que estávamos metidos no meio de uma crise económica com proporções globais já estávamos literalmente enterrados até ao pescoço.
O optimismo deu lugar ao pessimismo, e em muitos casos o sonho deu lugar ao pesadelo. O principal valor motor de uma economia saudável, o optimismo, já caiu por terra há muito tempo e esta crise dos mercados vem destruir a esperança dos resistentes.
Como a maior parte dos portugueses esta crise ou lá o que lhe quiserem chamar, tem-me preocupado muito. Estou na situação mais precária de sempre, como uma grande maioria, não me lembro de contar tostões e de fazer contas de esticar. No entanto não acredito no pessimismo, não me conformo com este estado de coisas e continuo a acreditar todos os dias, e os dias vão passando e quando parece que não vai chegar, acaba por dar. Foi no dia que resolvi não baixar os braços que tudo voltou a fazer sentido. O optimismo não deve ser confundido com ilusão. Eu não estou iludido, sinto na pele os tempos que estamos a atravessar, mas tento ver nos pormenores da vida antes de mais os aspectos positivos.
Todos os problemas têm um lado positivo.
Bem sei que não é fácil para algumas pessoas, mas haverá alternativa. Qual é o homem que consegue produzir algo de uma forma pessimista.
Tu és aquilo que pensas, tal como nós somos aquilo que pensamos. Haverá crise que resista a um pensamento colectivo que não acredita na fatalidade?

 

publicado por peixebanana às 15:32
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Estamos a roubar os nossos filhos


Juan Enriquez (2008) Pop!Tech Pop!Cast from PopTech on Vimeo.

 

Via Core77, esta recentíssima apresentação de Juan Enriquez no Pop! Tech. É uma exposição impressionante sobre as circunstâncias que envolvem a crise actual, analisadas em grande detalhe. O vídeo é longo mas obrigatório, a justificar toda a divulgação possível.
 

 

publicado por peixebanana às 02:07
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love sign! por .sw_in_shift.

 

 

i wanna stay with u over here forever... por .sw_in_shift.

 

 .sw_in_shift photography

 

 

 

publicado por peixebanana às 01:07
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

120 mil

Portugal tem 143 mil professores. Contas da ministra da Educação. Vestidos de negro, de lenços brancos na mão, de luto por “a escola pública já não aguentar mais”, foram cem mil, segundo os sindicatos e a PSP, os professores que ontem pediram a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues.



“Está na hora, está na hora, de a ministra ir embora”, foi a melodia de fundo da ‘Marcha da Indignação’, que, ao longo de mais de três horas, encheu as ruas de Lisboa, do Marquês de Pombal ao Terreiro do Paço. As palavras de ordem foram repetidas por novos e velhos, famílias inteiras unidas pelo descontentamento.

Além do negro na roupa, os cartazes empunhados não pouparam críticas. Com uma maior ou menor dose de humor – “Novas Oportunidades, por favor, demitam-se” ou “Quem avalia a ministra? Hoje somos mais de 50 mil” –, muitas foram as frases dirigidas.

A exemplo do que aconteceu nos protestos realizados em muitas cidades, a avaliação do desempenho e o Estatuto da Carreira Docente voltaram a ser o maior motivo para não ficar em casa. Muitos são professores há 20 e 30 anos e nunca tinham participado numa manifestação. Outros, apesar de reconhecerem ter votado no actual Executivo, não hesitaram em expressar o descontentamento.

Numa acção aclamada por todos, a Plataforma Sindical pediu a demissão da ministra e dos secretários de Estado. “Os professores reafirmam a profunda indignação face ao desrespeito que tem sido manifestado pelo actual Governo, em especial pelos membros da equipa do Ministério da Educação, equipa que deixou de reunir condições para se manter em funções”. Além disso, pediu “a suspensão do processo de avaliação” e o adiamento da entrada em vigor do novo modelo de gestão escolar.

“O Governo tem maioria absoluta, mas está aqui uma maioria qualificada de dois terços de docentes”, disse Mário Nogueira.

"ESTOU A SER INFORMADO"

“Eu estou a acompanhar a situação. Estou a ser informado de tudo o que está a acontecer em Portugal.” São palavras do Presidente da República, Cavaco Silva, ontem proferidas no Rio de Janeiro, a propósito da grande manifestação em Lisboa de professores, que lutam contra as políticas do Ministério da Educação em geral e a aplicação das novas regras de avaliação em particular.

Em resposta às perguntas dos jornalistas sobre a manifestação, Cavaco Silva começou por dizer que continuava a afirmar que “não é a partir do Brasil que deve enviar mensagens sobre as questões internas do nosso país”. Até porque há poucos dias, numa visita que fez aos Pupilos do Exército se referiu precisamente a esse ao assunto, como noticiou o CM.

Nessa visita aos Pupilos do Exército, explicou o Presidente da República, “reafirmei o princípio constitucional que era o direito de manifestação que compete a todos respeitar”.

“Por isso, disse bem, já fiz, e não repeti”, mas o Presidente repetiu, reconhecendo mais uma vez aos professores a legitimidade de se manifestarem, sem que, com isso, se possa concluir que dá razão às suas reivindicações.

"ACHO QUE O PS ESTÁ ERRADO"

Toda de negro, de cravo vermelho ao peito, Ana Benavente, ex-secretária de Estado da Educação do Governo de Guterres, fez questão de se associar ao protesto. “Achei que, num acto de cidadania, devia estar ao lado dos professores”, explicou ao ‘CM’. Crítica sobre a actual política, sublinhou que “neste campo o PS está errado”. Não pediu a demissão da ministra, mas aconselha-a a “reflectir”.

CONTESTAÇÃO ESTÁ PARA DURAR

Por muitas e repetidas vezes, o porta-voz da Plataforma Sindical, Mário Nogueira, sublinhou que “esta equipa ministerial não tem condições de se manter em funções”. E, caso não ceda, os docentes prometem manter a contestação. Além da semana de luto nas escolas, vão entregar ao Governo um abaixo-assinado. Seguem-se, ao longo do terceiro período, as segundas-feiras de protesto, em locais públicos, que se devem iniciar no Norte e seguir para o Sul e Ilhas, ciclicamente todas as semanas. “Para que o Governo não se esqueça dos professores”, sublinhou o líder da Fenprof.

DESCONTENTES

"SOU CONTRATADA HÁ DEZ ANOS" Marta Gonçalves, 33 anos, prof. de Inglês/Português, de Fafe

“Estou a contrato há 10 anos, tive sempre emprego e não percebo porque continuo nesta situação. Estou aqui por causa desta instabilidade. Preocupa-me também a burocratização que está a ser imposta com a avaliação, por isso sugiro mais calma na implementação do modelo. Os professores devem ser avaliados, mas não com esta pressão. Apoio a demissão da ministra.”

"O PROFESSOR JÁ NÃO É PROFESSOR" José Afonso, 45 anos, prof. de Educação Tecnológica, de Lisboa

“Nunca participei numa manifestação, é a primeira vez. E faço-o porque a escola pública não aguenta mais estas políticas. Não sai nada de jeito em termos de legislação daquele Ministério. O Estatuto do Aluno é o que mais me indigna, seguido da revisão do Estatuto da Carreira Docente. O professor já não é professor; dedica mais tempo às tarefas burocráticas do que ao Ensino.”

"ESTÃO A DENEGRIR OS PROFESSORES" Maria José Sousa, 48 anos, prof. do 1.º Ciclo, de Benavente

“Nestes três anos de Governo nunca participei em nenhuma manifestação. Não podia deixar de estar aqui hoje a defender um ensino como deve ser. Esta política está a denegrir os professores. Os decretos regulamentares vêm em catadupa e sentimos dificuldade em realizar as tarefas que os documentos nos impõem. Somos pela avaliação, não acreditamos é na forma como está a ser imposta.”

"MINISTRA DEVE ADIAR A AVALIAÇÃO" Anabela Campos, 28 anos, prof. de Biologia/Geologia, de Braga

“Sinto-me completamente injustiçada. Acho que estão a gozar com os anos que investi no meu percurso académico. Sou contra este Estatuto e a forma como a avaliação está a ser feita. Não vejo qual a necessidade de incluir as notas dos alunos nas avaliação dos professores. Acho que a ministra devia adiar a aplicação desta avaliação e depois repensar com os professores este modelo.”

"É O BAPTISMO EM MANIFESTAÇÕES" Mário Ferreira, 46 anos, prof. de Economia, de Vila Pouca de Aguiar

“É o meu baptismo em manifestações. Sou eleitor do PS desde 1980, votei PS quase sempre e estou muito desagradado com a avaliação. Não sou contra, mas o processo está a ser feito num prazo muito curto. Está errada a complexidade do modelo. Os professores quase não têm tempo para prepararem aulas. Se querem fazer esta avaliação como está, o melhor é dispensarem-nos da componente lectiva.”

"A CAUSA É JUSTA E SOU SOLIDÁRIO" José António, 66 anos, advogado, marido de uma professora, Lisboa

“Estou aqui porque a causa é justa e temos de ser solidários. Tenho um conhecimento próximo da situação. Todo este sistema de avaliação é controverso e impede a progressão na carreira. Havia professores que tinham expectativas agora goradas, o que também se reflecte na família. Conheço casos em que as medidas a ser implementadas na escola estão a prejudicar a família.”

"ESTOU DESMOTIVADO" João Reis, 44 anos prof. de Português, de Castelo Branco

“Raramente participo em manifestações. Acho que estamos a passar o limite do aceitável na matéria da avaliação e da progressão na carreira. Estou desmotivado. Há muitos anos que não me acontecia ir para a escola e mal conseguir dar aulas. Sou contra este modelo de avaliação. Porque motivo se incluem as notas dos alunos na avaliação? Para mim é ridículo. É fazer passagens administrativas dos alunos para que os professores não sejam penalizados na progressão da sua carreira.”

"MINISTRA DEVE SER FLEXÍVEL" Maria Afonso, 61 anos prof. de Geografia, de Almada

“Desde as manifestações do pós-25 de Abril que não participo em nenhum protesto. Hoje estou aqui pela má imagem que este Ministério está a passar dos professores. Sou a favor da avaliação, cabe ao Ministério distinguir os melhores professores dos piores, mas não assim, não se pode dizer impreterivelmente que é agora e que é para hoje. Acho que a ministra devia ser mais flexível. Não digo para recuar em absoluto na avaliação, mas deve ser mais flexível no diálogo.”

"IR PARA A ESCOLA É UMA ANGÚSTIA" Cândida Antunes, 52 anos prof. de Português, de Lisboa

“Venho aqui por um motivo simples, para pedir respeito. É fundamental haver mais justiça e diálogo nesta política educativa. Estas mudanças obedeceram a critérios profundamente injustos, as coisas tinham de ser mudadas, é certo, mas de uma forma em que houvesse justiça. Tenho oito anos de formação superior e vou ser avaliada por professores com menos tempo de serviço e com menos formação académica. Sinto-me penalizada. Às vezes ir para a escola é uma angústia, estou desiludida.”

SEGURANÇA DISCRETA E ASSOBIADA

Presentes na rotunda do Marquês de Pombal, os agentes da PSP fardados estiveram, ontem, praticamente ausentes na descida da Avenida da Liberdade. Também na Rua do Ouro passaram despercebidos aos professores e familiares que se reuniram na Praça do Comércio, onde, mais uma vez, manifestaram a sua indignação pelas pressões policiais de que dizem ter sido alvo.

Afirmando-se perseguidos, os professores voltaram ontem a assobiar a PSP. E garantiram que a polícia reteve na estação de serviço de Aveiras 20 autocarros com cerca de 900 pessoas que pretendiam participar na Marcha da Indignação. Esta informação – transmitida pelo microfone do palco montado na Praça do Comércio – foi desmentida ao CM pelo oficial de serviço ao Comando Nacional da Brigada de Trânsito da GNR.

Pouco visível, a autoridade esteve, no entanto, a postos para qualquer imprevisto: uma carrinha do Corpo de Intervenção com sete elementos manteve-se, durante a concentração, estacionada junto do Ministério da Administração Interna e vários agentes com motos circularam junto das avenidas vedadas, desde as 13h30, ao trânsito rodoviário. Segundo o Comando Metropolitano de Lisboa foram destacados 120 agentes. Muitos estariam à civil.

"ENTÃO MENINOS, VÃO LÁ E DIGAM MAL DA SENHORA MINISTRA"

Pelas 08h30 partiram da Praça Velasquez, no Porto, 26 autocarros com 1500 docentes, de entre os 13 500 que vieram do Norte. “Então meninos, vão lá e digam mal da senhora ministra”, exortava, na brincadeira, um professor reformado.

Rumo a Lisboa, artilhados com cartazes, os 300 quilómetros de distância permitiram partilhar experiências e queixumes sempre com o mesmo alvo: a ministra da Educação.

Pelo caminho, a bordo da camioneta 157, houve tempo para assinar três abaixo-assinados promovidos contra um horário de trabalho que “ultrapassa as 35 horas semanais”.

“É a primeira vez que venho a uma manifestação. Isto é o mais grave atentado à Educação desde o 25 de Abril”, disse o professor de Trabalhos Manuais de Leça do Balio, Eduardo Ramos. “Esta manifestação é uma prova de força de que a classe dos professores está unida”, sublinha Elza Pais, professora na mesma escola, sentada duas cadeiras à frente.

“O Governo vai pagar a factura, mas não é a ministra que vai sair. É Sócrates que vai perder”, vaticina Elza, enquanto lê os jornais do dia com amplo destaque para a ‘manif’ que começaria dentro de algumas horas. O almoço foi improvisado, no Parque Eduardo VII, já em Lisboa. “Em defesa da Educação. Há tanto burro mandado. Foi Saúde, foi Cultura, dois ministros já voaram”, traulitava um grupo que treinava cantigas para mais tarde.

NÚMEROS DA MANIFESTAÇÃO

- 143 mil é o número de docentes e educadores existentes no País.

- 3,2 milhões é quanto o Ministério pode ter de pagar em horas extras a docentes.

- 600 autocarros vieram de todo o País para a Marcha.

- 100 mil professores, dois terços da classe, desfilaram contra o Governo.

- 25 mil era o número do maior protesto de docentes realizado até ontem.

- 7 autocarros saíram de Coimbra e outros sete de Évora.

- 7mil docentes no Ensino que são contratados serão avaliados neste ano lectivo.

- 900 pessoas foram retidas pela BT em Aveiras, acusam os sindicatos.

- 30 autocarros saíram de Coimbra com 1500 docentes a bordo.

NOTAS

GRUPO DE INTERVENÇÃO ESTEVE A POSTOS

Uma carrinha com sete agentes permaneceu durante toda a manifestação junto do Ministério da Administração Interna.

DISPOSITIVO CONTOU COM 120 AGENTES

Ainda não tinha começado a descida da Avenida da Liberdade quando o Comando Metropolitano de Lisboa anunciou a presença de 120 agentes.

MANIFESTAÇÃO "PACÍFICA E SEM OCORRÊNCIAS"

Ao final da noite, o oficial de serviço do Comando de Lisboa garantiu não ter registo de “qualquer ocorrência” durante a manifestação “pacífica”.

REACÇÕES

"MAIOR REVOLTA SOCIAL" Luís Filipe Menezes, Líder do SPD

Líder do PSD disse que foi “a maior revolta do ponto de vista social dos portugueses contra um Governo desde o 25 de Abril”

"SISTEMA DE AVALIAÇÃO É BOM" Vitalino Canas, Porta-voz do PS

O porta-voz reafirmou que “o sistema de avaliação é bom” e que a manifestação “não alterará o rumo do PS e do Governo”

"ESTE É O PERÍODO MAIS NEGRO" Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP

“Este é o período mais negro da História recente do País no sector da Educação e do Ensino”, disse ontem o líder comunista

"CHUMBO SEM SEGUNDA ÉPOCA" Paulo Portas, Presidente do CDS-PP

Presidente do CDS-PP diz que o protesto “foi um chumbo sem direito a segunda época para a senhora ministra da Educação”

"REFORMAS NECESSÁRIAS" Mário Lino, Ministro das Obras Públicas

Mário Lino disse a militantes do PS que o “Governo não está disponível para abdicar” de reformas “absolutamente necessárias”

"ENORME MOÇÃO DE CENSURA" Francisco Louçã, Líder do Bloco de Esquerda

O único líder partidário a participar na manifestação descreveu-a como “uma enorme moção de censura ao Governo”
Diana Ramos / J.R. / Sofia Rêgo / P.S.D.

 

 

Pedro Catarino / João Cortesão

A notícia no Correio da Manhã online

 

publicado por peixebanana às 10:18
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Sábado, 8 de Novembro de 2008

...

remando ao infinito por Suzana Costa.

 

fotografia suzana costa

publicado por peixebanana às 22:15
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ACONTECIMENTOS POR "LÁ"

 Vendedor de Castanhas por // antóniochagas.

 

Depois da loucura e da oportunidade de ver um filme no cineteatro na sexta-feira, não sei se haverá forças para aguentar um magusto no Sábado, promovido pela Junta de Freguesia de Viana do Alentejo e de seguida rumar às Alcáçovas para ouvir um faduncho. Esta enxurrada de cultura poderá mesmo causar alguns entupimentos nas artérias principais na capital do concelho, até porque não se tem ouvido falar de mais nada do que no movimento que ai vem neste fim-de-semana. Se passarem aqui em Aguiar, abram o vidro e atirem umas castanhas, o povo já está habituado a levar umas castanhadas.
 
Viana do Alentejo um concelho em movimento
 
Fonte: http://partenocaixote.blogs.sapo.pt/9330.html
 

 

publicado por peixebanana às 11:25
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Glamour

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por peixebanana às 23:35
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Bom fim de semana

Altered Reality VI - Pattern against Conformity por yushimoto_02 [christian] - longer break.

Altered Reality VI - Pattern against Conformity

yushimoto_02 [christian] - longer break

 

publicado por peixebanana às 19:10
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Useless Architecture: Edificio KPMG - Munich

Reparem bem nesta peça de arquitectura sem qualquer utilidade, é neste ponto que a beleza da forma arquitectónica passa a ter contornos artisticos de grande beleza.

 

KPMG Building - Munich por yushimoto_02 [christian] - longer break.

 

KPMG Building - Munich por yushimoto_02 [christian] - longer break.

 

 

KPMG Building - Munich por yushimoto_02 [christian].

 

KPMG Building - Munich por yushimoto_02 [christian].

München - KPMG 

 

fotografia yushimoto_02 [christian]

 

publicado por peixebanana às 11:46
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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

http://polvorosa.blogs.sapo.pt/37672.html

 

Caro Polvorosa;
Resolvi dar-te um premio especial, como especiais costumam ser os teus posts, aos quais dedico especial atenção. Este post em particular do qual podemos retirar algumas verdades, veio pecar pela falta de consistência de algumas afirmações. É verdade que a CMVA enquanto órgão deve zelar pela segurança, pela educação e pelo bem-estar dos seus eleitores e cidadãos. É verdade que ouve um acidente numa passagem de nível, é lamentável que continuem a acontecer acidentes deste tipo, tal como é lamentável que a “Refer” em conjunto com a “EP” não acautele estas situações de risco que ainda resistem neste pais, não tenho dúvidas que se a CMVA tivesse vindo a alertar estas entidades no sentido da resolução do problema este acidente não tivesse acontecido, tal como não tenho provas de que isso não tenha acontecido. Foi bom teres levantado esta questão, mais que não seja para poder constar no boletim eleitoral para 2009 de um qualquer partido do feudo.
Em relação às actividades extracurriculares já tiveram inicio, bem sei que deveriam ter tido inicio de acordo com o que está estipulado na lei, por isso me bati, tal como a/o polvorosa, no entanto a CMVA esteve atenta, sendo neste caso a responsabilidade do Agrupamento de Escolas de Viana do Alentejo. Bem sei que se houvesse um dossier chamado EDUCAÇÃO na CMVA que interagisse com os restantes órgãos atempadamente em prol da população escolar e dos pais estas questões não se punham.
Em relação ao ranking das escolas tenho a dizer-te o seguinte. Existe uma direcção escolar e um corpo docente, esta direcção não é eleita por decreto da CMVA, é um órgão independente e com responsabilidades próprias, a CMVA ajuda no que pode, o problema aqui é que pode pouco no meu ver. O parque escolar está de rastos, é uma pena ver concelhos vizinhos com escolas novas e aqui continua tudo cada vez pior. Sei que tem havido diligências para a construção de uma nova escola que albergue todo o sistema de ensino, no entanto o tempo passa e nada acontece.
As obras na EN 380 estão a ser feitas agora resta esperar é assim em todo o lado.
Sei que nos é infinitamente difícil ver o tempo a passar e os problemas de á 3 anos continuarem a ser os mesmos, as grandes questões estão cada vez mais longe de ser resolvidas. O envolvimento e a acção da CMVA é neste momento muito restrito, pouco aberto á população e com muito pouca informação.
Eu também quero mais e melhor.
publicado por peixebanana às 13:15
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

E nós também podemos?

(...)A América deu uma lição de democracia à “velha Europa” e, mais ainda, ao “velho Portugal”, uma lição de esperança e de capacidade de mudança que muito dificilmente escolheríamos. Não o digo pela cor da pele mas pelo discurso da ambição, da esperança e da ambição que por cá dificilmente passaria.

Sem querer estabelecer comparações, veja-se o que muitas personalidades do PSD disseram para justificarem a escolha de Manuela Ferreira Leite em detrimento de Pedro Passos Coelho. Entre a juventude e um discurso de mudança a opção foi para o velho, entre o risco eleitoral a opção foi para o que se considerou um valor seguro.

O discurso de vitória de Obama foi uma lição para os políticos portugueses, foi um discurso de estímulo em vez de ser deprimente, foi a devolução da vitória aos eleitores em vez do apelo ao culto da personalidade, foi uma mensagem de ambição em vez da ladainha do sacrifício colectivo.
É evidente que os EUA são um grande país, mas o passado recente prova que isso não basta para que se pense grande, Bush foi um político pequeno, tão pequeno como muitos dos nossos. Ma mesma forma o facto de Portugal ser um país pequeno isso não obriga a que também pensemos pequeno, como é regra.

Um país constrói-se com objectivos ambiciosos, os grandes líderes são aqueles que mobilizam os cidadãos em torno de um objectivo e não os que transformam os eleitores num rebanho medroso, os grandes líderes são os que libertam a força da criatividade colectiva e não os que só se sentem seguros se os cidadãos se tornarem em admiradores condicionais e confiantes na capacidade do chefe.

Os americanos escolheram o líder que os estimula a trabalhar pela sua nação, os portugueses costumam escolher líderes em função do que os próprios dizem serem capazes de fazer. Não discutimos um projecto nacional, avaliamos promessas eleitorais e esperamos que sejam cumpridas com a mesma crença dos que fazem pedidos à Nossa Senhora de Fátima.

Talvez os americanos possam mas nós não, porque para que consigamos alguma coisa é necessário que o queiramos e isso implica empenho e participação e não esperar que um salvador faça o que uma nação não tem coragem de fazer. E até os salvadores que nos saem em sortes são salvadores menores, salvadores que desejam secretamente que a desgraça seja maior para que a sua pequenez seja menos evidente. Ou, pior ainda, salvadores que nos propõem as maravilhas de uma ditadura.

A lição que a América deu ao “velho Portugal” é que é preciso ambicionar para alcançar e que uma nação é obra de todos os seus cidadãos e não de apenas alguns que aparecem no momento e local certo para tomar o poder geri-lo como se os seus cidadãos fossem menores de idade. São necessários políticos que mobilizem em vez de arrebanharem os cidadãos, políticos cuja ambição ultrapasse o espelho das suas casas de banho.(...)

 

excelente post in http://jumento.blogspot.com/

 

 

publicado por peixebanana às 23:43
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Prémio pata na poça

 

Polvorosa in " A culpa morre solteira"

 

http://polvorosa.blogs.sapo.pt/37672.html

 

 

 

 

publicado por peixebanana às 22:33
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Um texto irresistivél

Ventos Sinópticos
 

 


(...)Diz o adágio popular: “De Espanha nem bom vento nem bom casamento”; “O vento de Castelo Branco é tão mau que até os cães faz danar”; etc.

Desde há muito tempo que da rua Brito Camacho, sede do poder local, sopra exclusivamente vento Suão, quente no Verão e frio no Inverno.
Este vento no Verão torna-se extremamente quente, pode transportar milhões de toneladas de poeiras, provocando uma bruma seca, queimando tudo à sua passagem.
Por outro lado, no Inverno, o ar frio e seco gera geada, com repercussões nocivas em todo o concelho.
Perante este fenómeno político/meteorológico preferimos o ar temperado e húmido proveniente do Oceano Atlântico, mais puro e de efeito profilático para todo o ecossistema.
Segundo algumas previsões meteorológicas este ar temperado e respirável pode passar a dominante no final de 2009. Estas antevisões a tão longo prazo não são fiáveis, por isso vamos aguardar com serenidade o desenrolar dos acontecimentos.
Para não soprar a desejada brisa marítima, este desgoverno autárquico envolto em cimento e com as narinas entupidas, acompanhado por serventes de pele suave e luvas finas, carregam de cada vez meio balde de massa para ajudar nas obras anunciadas.
Com tanto cansaço, língua de fora, feridas nas mãos ainda não calejadas por trabalho árduo e penoso, chegam ao fim-de-semana exaustos para a propaganda eleitoral junto dos reformados, associações culturais e grupos câmara/dependentes. Nesta azáfama em final de mandato, com medo de perderem os lugares que sempre pensaram serem eternos, assolados aqui ou ali por uma alguma comunicação social (blogues) e cidadãos atentos, não sabem como reagir perante os factos descritos neste texto.
Decerto que os actores desta tragédia já leram o texto, deglutiram em seco e devem ter comentado entre eles: não tarda nada, mais um que tem que vai levar com o Caixote em cima, de Tal não se vai escapar.
Quanto à posição no ranking nacional, obtida pela Escola EB23/S Dr. Isidoro de Sousa de Viana do Alentejo, só nos pode entristecer.
Sugiro aos professores "laissez faire, laissez passer", a leccionar nesta Escola que mobilizem para a próxima manifestação, contra o sistema educativo, os restantes responsáveis locais inseridos neste processo – cada Escola um autocarro.
No desfile, bem à frente da “manif”, todos de luto por um ano e de mãos dadas, para nós vermos em casa nos telejornais, levantem bem alto uma faixa com o n.º 601. (...)

Miguel Saloio
 

 

In http://polvorosa.blogs.sapo.pt/37672.html#comentarios

publicado por peixebanana às 17:10
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.Sobre um dia perfeito para os peixes banana

 

Um dia perfeito para os peixes banana é um blog sem cor, mas com opinião acerca de algumas questões que são importantes para todos nós. Não pretende fazer oposição a nada nem a ninguém, pretende apenas despertar os sentidos de quem pode fazer mais e melhor. Tem acesso livre e publicação de comentários que embora moderados são normalmente publicados na integra (a moderação serve exclusivamente para que se proteja a integridade pessoal da nossa gente).
Se pretender contactar o blog via email pode fazê-lo para peixebanana@sapo.pt e colocar as suas opiniões, duvidas ou participar no blog. Um dia perfeito para os peixes banana reserva-se no direito de publicar apenas o que acha válido para uma opinião responsável e construtiva.
A causa publica é a principal bandeira e existe para que através de uma opinião (que não passa disso mesmo), se possa debater um tema e assim adquirir conhecimento.
Quem não gosta do formato não veja, quem gosta sinta-se em casa, mas ambos são bem recebidos.
 
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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

 

Clarice Lispector

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Alucinações

 
Um polícia reformado imagina que uma criança inglesa morreu num trágico acidente e que o corpo foi congelado ou conservado no frio pelos pais e amigos.

Um político socialista imaginou que era possível combater a corrupção neste sítio cada vez mais mal frequentado, apresentou um pacote de medidas e ficou muito desiludido quando o seu partido o atirou para o lixo e aprovou um conjunto de diplomas que vai deixar tudo como antes, o quartel-general em Abrantes. O mesmo político imagina, agora, que a corrupção está mais elevada do que nunca e fica triste porque ninguém lhe liga nenhuma.

A líder do maior partido da Oposição imagina que é possível chegar ao poder sem andar por aí em festas folclóricas, em espectáculos medíocres e chega ao ponto de dizer que vai tentar falar verdade sobre os problemas do sítio e que não se pronuncia sobre assuntos que não conhece.

Um ministro deste Governo socialista imagina-se como director comercial de uma multinacional e salta de contente sempre que assina um contrato com uma empresa qualquer. O mesmo governante imagina um dia que a crise económica, financeira e social já passou e no outro imagina que o que aí vem vai ser bem pior.

Um primeiro-ministro que os indígenas elegeram em 2005 com maioria absoluta imagina que vive num sítio maravilhoso, com uma economia pujante, com um nível de vida extraordinário, com cidadãos altamente qualificados e até imagina que Angola tem um governo fabuloso, digno dos maiores elogios, que a Líbia é dirigida por um ser normal, democrático, que até escreveu em tempos um livro que só por acaso não ganhou o Nobel da Literatura e que a Venezuela tem um presidente civilizado, com os alqueires todos no sítio e que merece ser recebido várias vezes em poucos meses com gestos de grande carinho e amizade.

Um Presidente da República imagina que os seus silêncios são mais importantes do que as suas palavras e imagina que quando discursa alguém o ouve verdadeiramente com atenção. Imagina que quando fala na necessidade de se combater a corrupção ou atacar a sério os problemas da Justiça e da Educação alguém o leva verdadeiramente a sério e vai a correr preparar mais uns diplomas para indígena ver.

A alucinação, como se vê, veio para ficar. Está a tornar-se numa pandemia. Em vez de dinheiros da Europa, o sítio precisa urgentemente de uma enorme equipa de psiquiatras que o cure da doença enquanto há tempo e esperança de cura.

António Ribeiro Ferreira
[in Correio da Manhã, 28.07.2008]

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