Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

global warming

publicado por peixebanana às 18:18
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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Uma mãe preocupada escreve a José Sócrates

 


Sr. Eng.º José Sócrates,

Antes de mais, peço desculpa por não o tratar por Excelência nem por Primeiro-Ministro, mas, para ser franca, tenho muitas dúvidas quanto ao facto de o senhor ser excelente e, de resto, o cargo de primeiro-ministro parece-me, neste momento, muito pouco dignificado.

Também queria avisá-lo de antemão que esta carta vai ser longa, mas penso que não haverá problema para si, já que você é do tempo em que o ensino do Português exigia grandes e profundas leituras.
Ainda pensei em escrever tudo por tópicos e com abreviaturas, mas julgo que lhe faz bem recordar o prazer de ler um texto bem escrito, com princípio, meio e fim, e que, quiçá, o faça reflectir. (passe a falta de modéstia).

Gostaria de começar por lhe falar do "Magalhães".
Não sobre os erros ortográficos, porque a respeito disso já o seu assessor deve ter recebido um e-mail meu.

Queria falar-lhe da gratuitidade, da inconsequência, da precipitação e da leviandade com que o senhor engenheiro anunciou e pôs em prática o projecto a que chama de e-escolinha. O senhor fala em Plano Tecnológico e, de facto, eu tenho visto a tecnologia, mas ainda não vi plano nenhum.

Senão, vejamos a cronologia dos factos associados ao projecto "Magalhães":

No princípio do mês de Agosto, o senhor engenheiro apareceu na televisão a anunciar o projecto e-escolinhas e a sua ferramenta: o portátil Magalhães.

No dia 18 de Setembro (quinta-feira) ao fim do dia, o meu filho traz na mochila um papel dirigido aos encarregados de educação, com apenas quatro linhas de texto informando que o "Magalhães" é um projecto do Governo e que, dependendo do escalão de IRS, o seu custo pode variar entre os zero e os 50 euros. Mais nada!
Seguia-se um formulário com espaço para dados como nome do aluno, nome do encarregado de educação, escola, concelho, etc. e, por fim, a oportunidade de assinalar, com uma cruzinha,
se pretendemos ou não adquirir o "Magalhães"..
No dia 22 de Setembro (segunda-feira), ao fim do dia, o meu filho traz um novo papel, desta vez uma extensa carta a anunciar a visita, no dia seguinte, do primeiro-ministro para entregar os primeiros "Magalhães" na EB1 Padre Manuel de Castro.
Novamente uma explicação respeitante aos escalões do IRS e ao custo dos portáteis..
No dia 23 de Setembro (terça-feira), o meu filho não traz mais papéis, traz um "Magalhães" debaixo do braço. Ora, como é fácil de ver, tudo aconteceu num espaço de três dias úteis
em que as famílias não tiveram oportunidade de obter esclarecimentos sobre a futura utilização e utilidade do "Magalhães".
Às perguntas que colocámos à professora sobre o assunto, ela não soube responder. Reunião de esclarecimento, nunca houve nenhuma.
Portanto, explique-me, senhor engenheiro: o que é que o seu Governo pensou para o "Magalhães"?
Que planos tem para o integrar nas aulas? Como vai articular o seu uso com as matérias leccionadas?
Sabe, é que 50 euros talvez seja pouco para se gastar numa ferramenta de trabalho, mas, decididamente, e na minha opinião, é demasiado para se gastar num brinquedo. Por favor,
senhor engenheiro, não me obrigue a concluir que acabei de pagar por uma inutilidade, um capricho seu, uma manobra de campanha eleitoral, um espectáculo de fogo de artifício do qual só sobra fumo e o fedor intoxicante da pólvora.
Seja honesto com os portugueses e admita que não tem plano nenhum. Admita que fez tudo tão à pressa que nem teve tempo de esclarecer as escolas e os professores. E não venha agora dizer-me que cabe aos pais aproveitarem esta maravilhosa oportunidade que o Governo lhes deu e ensinarem os filhos a lidar com as novas tecnologias. O seu projecto chama-se e-escolinha, não se chama e-familiazinha! Faça-lhe jus! Ponha a sua equipa a trabalhar, mexa-
se, credibilize as suas iniciativas! Uma coisa curiosa, senhor engenheiro, é que tudo parece conspirar a seu favor nesta sua lamentável obra de empobrecimento do ensino assente em medidas gratuitas.
Há dias arrisquei-me a ver um episódio completo da série Morangos com Açúcar. Por coincidência, apanhei precisamente o primeiro episódio da nova série que significa, na ficção,
o primeiro dia de aulas daquela miudagem. Ora, nesse primeiro dia de aulas, os alunos conheceram a sua professora de matemática e o seu professor de português. As imagens sucediam-se alternando a aula de apresentação de matemática por contraposição à de
português. Enquanto a professora de matemática escrevia do quadro os pressupostos da sua metodologia - disciplina, rigor e trabalho - o professor de português escrevia no quadro os pressupostos da sua - emoção, entrega e trabalho. Ora, o que me faz´espécie, senhor engenheiro, é que a personagem da professora de matemática é maldosa, agressiva e antiquada, enquanto que o professor de português é um tipo moderno e bué de fixe. Então, de acordo com os princípios do raciocínio lógico, se a professora de matemática é maldosa e agressiva e os seus pressupostos são disciplina e rigor, então a disciplina e o rigor são coisas negativas. Por outro lado, se o professor de português é bué de fixe, então os pressupostos da emoção e da entrega são perfeitos.
E de facto era o que se via. Enquanto que na aula de matemática os alunos bufavam, entediados, na aula de português sorriam, entusiasmados. Disciplina e rigor aparecem, assim, como conceitos inconciliáveis com emoção e entrega, e isto é a maior barbaridade que eu já vi na minha vida. Digo-o eu, senhor engenheiro, que tenho uma profissão que vive das emoções, mas onde o rigor é "obstinado", como dizem os poetas.
Eu já percebi que o ensino dos dias de hoje não sabe conciliar estes dois lados do trabalho. E, não o sabendo, optou por deixar de lado a disciplina e o rigor. Os professores são obrigados a
acreditar que para se fazer um texto criativo não se pode estar preocupado com os erros ortográficos. E que para se saber fazer uma operação aritmética não se pode estar preocupado com a exactidão do seu resultado. Era o que faltava, senhor engenheiro! Agora é o momento em que o senhor engenheiro diz de si para si: mas esta mulher é um Velho do Restelo, que não percebe que os tempos mudaram e que o ensino tem que se adaptar a essas mudanças? Percebo, senhor engenheiro. Então não percebo?
Mas acontece que o que o senhor engenheiro está a fazer não é adaptar o ensino às mudanças, você está a esvaziá-lo de sentido e de propósitos.
Adaptar o ensino seria afinar as metodologias por forma a torná-las mais cativantes aos olhos de uma geração inquieta e voltada para o imediato. Mas nunca diminuir, nunca desvalorizar, nunca reduzir ao básico, nunca baixar a bitola até ao nível da mediocridade.

Mas, por falar em Velho do Restelo...... Li, há dias, numa entrevista com uma professora de Literatura Portuguesa, que o episódio do Velho do Restelo foi excluído do estudo d'Os Lusíadas.
Curioso, porque este era o episódio que punha tudo em causa, que questionava, que analisava por outra perspectiva, que é algo que as crianças e adolescentes de hoje em dia estão pouco habituados a fazer.
Sabem contrariar, é certo, mas não sabem questionar. São coisas bem diferentes: contrariar tem o seu quê de gratuito; questionar tem tudo de filosófico. Para contrariar, basta bater o pé. Para questionar, é preciso pensar.
Tenho pena, porque no meu tempo (que não é um tempo assim tão distante), o episódio do Velho do Restelo, juntamente com os de Inês de Castro e da Ilha dos Amores, era o que mais apaixonava e empolgava a turma. Eram três episódios marcantes, que quebravam a monotonia do discurso de engrandecimento da nação e que, por isso, tinham o mérito de conseguir que os alunos tivessem curiosidade em descodificar as suas figuras de estilo
e desbravar o hermetismo da linguagem.
Ainda hoje me lembro exactamente da aula em que começámos a ler o episódio de Inês de castro e lembro-me das palavras da professora Lídia, espicaçando-nos, estimulando-nos, obrigando-nos a pensar. E foi há 20 anos.
Bem sei que vivemos numa era em que a imagem se sobrepõe à palavra, mas veja só alguns versos do episódio de Inês de Castro, veja que perfeita e inequívoca imagem eles compõem:

 
"Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano d'alma ledo e cego,

Que a fortuna não deixa durar muito (...)"

Feche os olhos, senhor engenheiro, vá lá, feche os olhos. Não consegue ver, perfeitamente desenhado e com uma nitidez absoluta, o rosto branco e delicado de Inês de Castro, os seus longos cabelos soltos pelas costas, o corpo adolescente, as mãos investidas num qualquer bordado, o pensamento distante, vagueando em delícias proibidas no leito do príncipe?
Não vê os seus olhos que de vez em quando escapam às linhas do bordado e vão demorar-se na janela, inquietos de saudade, à espera de ver D. Pedro surgir a galope na linha do horizonte?
E agora, se se concentrar bem, não vê uma nuvem negra a pairar sobre ela, não vê o prenúncio do sangue a escorrer-lhe pelos fios de cabelo? Não consegue ver tudo isto apenas nestes quatro versos?
Pois eu acho estes quatro versos belíssimos, de uma simplicidade arrebatadora, de uma clareza inesperada.
É poesia, senhor engenheiro, é poesia! Da mais nobre, grandiosa e magnífica que temos na nossa História. Não ouse menosprezá-la. Não incite ninguém a desrespeitá-la .

Bem, admito que me perdi em divagações em torno da Inês de Castro.
O que eu queria mesmo era tentar perceber porque carga de água o Velho do Restelo desapareceu assim. Será precisamente por estimular a diferença de opiniões, por duvidar, por condenar?
Sabe, não tarda muito, o episódio da Ilha dos Amores será também excluído dos conteúdos programáticos por "alegado teor pornográfico" e o de Inês de Castro igualmente, por "incitamento ao adultério e ao desrespeito pela autoridade".
Como é, senhor engenheiro? Voltamos ao tempo do "lápix" azul?
E já agora, voltando à questão do rigor e da disciplina, da entrega e da emoção: o senhor engenheiro tem ideia de quanta entrega e de quanta emoção Luís de Camões depôs na sua obra?
E, por outro lado, o senhor engenheiro duvida da disciplina e do rigor necessários à sua concretização? São centenas e centenas de páginas, em dezenas de capítulos e incontáveis estrofes com a mesma métrica, o mesmo tipo de rima, cada palavra escolhida a dedo... o
que implicou tudo isto senão uma carga infinita de disciplina e rigor?
Senhor engenheiro José Sócrates: vejo que acabo de confiar o meu filho ao sistema de ensino onde o senhor montou a sua barraca de circo e não me apetece nada vê-lo transformar-se num palhaço. Bem, também não quero ser injusta consigo. A verdade é que as coisas já
começaram a descarrilar há alguns anos, mas também é verdade que você está a sobrealimentar o crime, com um tirinho aqui, uma facadinha ali, uma desonestidade acolá.
Lembro-me bem da época em que fiz a minha recruta como jornalista e das muitas vezes em que fui cobrir cerimónias e eventos em que você participava.
Na altura, o senhor engenheiro era Secretário de Estado do Ambiente e andava com a ministra Elisa Ferreira por esse Portugal fora, a inaugurar ETAR's e a selar aterros. Também o vi a plantar árvores, com as suas próprias mãos. E é por isso que me dói que agora, mais de dez anos depois, você esteja a dar cabo das nossas sementes e a tornar estéreis os solos que deveriam ser férteis.
Sabe, é que eu tenho grandes sonhos para o meu filho. Não, não me refiro ao sonho de que ele seja doutor ou engenheiro. Falo do sonho de que ele respeite as ciências, tenha apreço pelas artes, almeje a sabedoria e valorize o trabalho. Porque é isso que eu espero da escola. O resto é comigo.
Acho graça agora a ouvir os professores dizerem sistematicamente aos pais que a família deve dar continuidade, em casa, ao trabalho que a escola faz com as crianças. Bem, se assim fosse eu teria que ensinar o meu filho a atirar com cadeiras à cabeça dos outros e a escrever as redacções em linguagem de sms. Não. Para mim, é o contrário: a escola é que deve dar continuidade ao trabalho que eu faço com o meu filho.
Acho que se anda a sobrevalorizar o papel da escola. No meu tempo, a escola tinha apenas a função de ensinar e fazia-o com competência e rigor. Mas nos dias que correm, em que os pais não têm tempo nem disposição para educar os filhos, exige-se à escola que forme o seu carácter e ocupe todo o seu tempo livre. Só que infelizmente ela tem cumprido muito mal esse papel. A escola do meu tempo foi uma boa escola. Hoje, toda a gente sabe que a minha geração é uma geração de empreendedores, de gente criativa e com capacidade iniciativa, que arrisca, que aposta, que ambiciona.
E não é disso que o país precisa? Bem sei que apanhámos os bons ventos da adesão à União Europeia e dos fundos e apoios que daí advieram, mas isso por si só não bastaria, não acha? E é de facto curioso: tirando o Marco cigano, que abandonou a escola muito cedo, e a Fatinha que andava sempre com ranhoca no nariz e tinha que tomar conta de três irmãos mais novos, todos os meus colegas da primária fizeram alguma coisa pela vida. Até a Paulinha, que era filha da empregada (no meu tempo dizia-se empregada e não auxiliar de acção educativa, mas, curiosamente, o respeito por elas era maior), apesar de se ter ficado pelo 9º ano, não descansou enquanto não abriu o seu próprio Pão Quente e a ele se dedicou com afinco e empenho. E, no entanto, levámos reguadas por não sabermos de cor as principais culturas das ex-colónias e éramos sujeitos a humilhação pública por cada erro ortográfico. Traumatizados?
Huuummm... não me parece.
Na verdade, senhor engenheiro, tenho um respeito e uma paixão pela escola tais que, se tivesse tempo e dinheiro, passaria o resto da minha vida a estudar.
Às vezes dá-me para imaginar as suas conversas com os seus filhos (nem sei bem se tem um ou dois filhos...) e pergunto-me se também é válido para eles o caos que o senhor engenheiro anda a instalar por aí. Parece que estou a ver o seu filho a dizer-lhe: ó pai, estou com dificuldade em resolver este sistema de três equações a três incógnitas... dás-me uma ajuda?
E depois, vejo-o a si a responder com a sua voz de homilia de domingo: não faz mal, filho... sabes escrever o teu nome completo, não sabes? Então não te preocupes, é perfeitamente
suficiente...
Vendo as coisas assim, não lhe parece criminoso o que você anda a fazer? E depois, custa-me que você apareça em praça pública acompanhado da sua Ministra da Educação, que anda sempre com aquele ar de infeliz, de quem comeu e não gostou, ambos com o discurso hipócrita do mérito dos professores e do sucesso dos alunos, apoiados em estatísticas cuja real interpretação, à luz das mudanças que você operou, nos apresenta uma monstruosa obscenidade.
Ofende-me, sabe? Ofende-me por me tomar por estúpida. Aliás, a sua Ministra da Educação é uma das figuras mais desconcertantes que eu já vi na minha vida. De cada vez que ela fala, tenho a sensação que está a orar na missa de sétimo dia do sistema de ensino e que o que
os seus olhos verdadeiramente dizem aos pais deste Portugal é apenas "os meus sentidos pêsames".


Não me pesa a consciência por estar a escrever-lhe esta carta. Sabe, é que eu não votei em si para primeiro-ministro, portanto estou à vontade. Eu votei em branco. Mas, alto lá! Antes que você peça ao seu assessor para lhe fazer um discurso sobre o afastamento dos jovens da política, lembre-se, senhor engenheiro: o voto em branco não é o voto da indiferença, é o voto da insatisfação! Mas, porque vos é conveniente, o voto em branco é contabilizado, indiscriminadamente, com o voto nulo, que é aquele em que os alienados desenham macaquinhos e escrevem obscenidades.
Você, senhor engenheiro, está a arriscar-se demasiado. Portugal está prestes a marcar-lhe uma falta a vermelho no livro de ponto. Ah...espere lá... as faltas a vermelho acabaram... agora já não há castigos...
Bem, não me vou estender mais, até porque já estou cansada de repetir "senhor engenheiro para cá", "senhor engenheiro para lá".
É que o meu marido também é engenheiro e tenho receio de lhe ganhar cisma.
Esta carta não chegará até si. Vou partilhá-la apenas e só com os meus E-leitores (sim, sim, eu também tenho os meus eleitores) e talvez só por causa disso eu já consiga hoje dormir melhor.
Quanto a si, tenho dúvidas.
Para terminar, tenho um enorme prazer em dedicar-lhe, aqui, uma estrofe do episódio do Velho do Restelo. Para que não caia no esquecimento. Nem no seu, nem no nosso.


"A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas de ouro, que lhe farás tão
facilmente?Que famas lhe prometerás? Que histórias?Que triunfos?
Que palmas? Que vitórias? "


Atenciosamente e ao abrigo do artigo nº 37 da Constituição da
República Portuguesa,


Uma mãe preocupada
 
Recebido por email, editado por peixe banana
publicado por peixebanana às 22:54
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Sábado, 11 de Outubro de 2008

O povo contra os banksters

(..)O sistema financeiro está a explodir. Não ouça os peritos, olhe apenas para os números. Na semana passada, segundo a Reuters, "Bancos estado-unidenses tomaram emprestado do Federal Reserve uma quantia recorde: uma média de aproximadamente US$188 mil milhões por dia, mostrando que o banco central foi a extremos para manter o sistema bancário a flutuar em meio a maior crise financeira desde a Grande Depressão". O Fed abriu vários "instrumentos de leilão" a fim de criar a aparência de que bancos insolventes estavam a negociar com êxito, mas não estão. Eles estão mortos; seus passivos excedem seus activos. Agora o Fed está desesperado porque as centenas de milhares de milhões de dólares de títulos apoiados por hipotecas (mortgage-backed securities, MBS) nos cofres dos bancos provocaram a bancarrota de todo o sistema e o balanço do Fed está inchar dia a dia. O mercado para MBSs não se recuperará no futuro previsível e os bancos são incapazes de renovar (roll-over) sua dívida a curto prazo. (...)

 

isto é apenas um excerto, leia o artigo completo em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=10404

publicado por peixebanana às 22:41
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Acidentes domésticos

publicado por peixebanana às 11:44
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Um pedido de desculpas

No dia 8 de Outubro de 2008 este blog publicou um post intitulado “Em Aguiar também há crianças”, que de alguma forma ofendeu particularmente uma mãe que criou e tem criado os seus filhos. Desta forma venho por este meio pedir desculpa por palavras ofensivas á pessoa em particular.

Era intenção chamar a atenção aos serviços responsáveis pela sua colocação que não tiveram em conta alguns critérios importantes para a execução desta tarefa. A responsabilidade do que foi escrito é inteiramente de “Um dia perfeito para os peixes banana” baseado em queixas de pais e corpo docente.

 

Nota: O intuito do post nunca foi a ofensa particular, mas sim o processo de selecção e o que ocorreu em virtude do mesmo. 

publicado por peixebanana às 11:12
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Ainda a proposito de magalhães

publicado por peixebanana às 16:03
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Mais de 500 imobiliárias interrompem actividade

(...)No mercado ninguém dá a cara mas a informação cruzada confirma a realidade: são já centenas - uns avançam com 500, outros 600, outros 800 - os mediadores imobiliários que fecharam, em Portugal, desde o início do aperto da concessão de crédito bancário no final de 2007. Números que não podem ser confirmados oficialmente porque o InCI-Instituto da Construção e do Imobiliário só controla o pagamento de licenças, que em regra duram três anos, não monitorizando, em cada momento, os profissionais que encerraram ou interromperam a actividade.(...)

 

a noticia completa em http://dn.sapo.pt/2008/10/09/economia/mais_500_imobiliarias_interrompem_ac.html

publicado por peixebanana às 15:49
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

free hugs

publicado por peixebanana às 18:39
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Já temos prolongamento na pré escola

Muito obrigado em nome dos dos pais de aguiar com crianças na pré escola, agora só faltam as actividades extracurriculares na escola primária.

publicado por peixebanana às 18:28
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Em Aguiar também há crianças

 

Passadas 4 semanas do inicio do ano lectivo tomei conhecimento que nas Alcáçovas os meninos da pré escola tem prolongamento de horário e um leque de actividades muito interessante, indo desde os jogos tradicionais, até á pintura. A Escola primária para além de ter tido inicio uns dias antes em relação aqui a Aguiar, tem actividades extracurriculares, enfim parece que estamos noutro concelho vizinho.
Em Viana sucede o mesmo, sem as mesmas condições claro está, os meninos do ensino básico têm um horário de actividades extracurriculares, pena não ter qualquer sentido e têm que saltar de escola em escola para poderem participar nas actividades. Depois de um dia de aulas ter uma aula de ginástica numa escola e depois ir ter uma aula de Inglês noutra, suados e cansados não me parece razoável, mas quem toma conta da educação é que sabe. Os meninos do pré-escolar também têm prolongamento de horário.
Aqui em Aguiar é diferente, na pré escola que começou sem prolongamento, depois de uma chamada de atenção, a cmva muito rapidamente colocou uma auxiliar que meteu medo aos pais, ao ponto de nos poucos dias que esteve ao serviço ninguém lá ter deixado as crianças, seguidamente e bem a cmva substituiu a funcionária, as professoras ficaram contentes bem como os pais e mães, mas foi sol de pouca dura (durou um dia). Ou seja num mês tivemos um dia de prolongamento. Será muito complicado explicar que em Aguiar as pessoas que têm filhos têm que trabalhar para poderem pagar a vida, ou só em Viana e Alcáçovas é que se pode ir descansado trabalhar. Em relação á escola primária, a situação das actividades extracurriculares mantêm-se. Não há!
Alguém me pode explicar o motivo desta anormalidade, qual é a diferença de morar em Aguiar, Viana ou Alcáçovas?
E já agora quem é o responsável por isto. É que por mais que pergunte nunca se sabe quem é o responsável!
publicado por peixebanana às 22:16
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MARKET CRISIS

 

 

 

 

 

editado por peixebanana

publicado por peixebanana às 21:39
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Oferta de trabalho

Precisa-se de uma pessoa com disponibilidade para aprender a trabalhar com máquinas de acabamento na área gráfica com as seguintes caracteristicas:

 

1º emprego ou desempregado á mais de um mês.

 

Pode ser qualquer pessoa, homem ou mulher, com qualquer idade e com vontade de adquirir conhecimentos na área do acabamento na área gráfica.

 

Contactos: 932690785 milideias, Évora

 

publicado por peixebanana às 12:15
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Cu Cu

 

só pra descontrair...

publicado por peixebanana às 01:55
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E agora?

Pelo pouco que se vai sabendo começa a ser evidente que a crise financeira ainda está longe de ser superada e há muito que ultrapassou os títulos sub-prime, propagando-se a todo o sistema financeiro. Ninguém sabe ao certo qual a dimensão real das dificuldades que estão a ser sentidas pelos bancos, as próprias declarações dos ministros das Finanças da zona Euro no sentido de tranquilizar os depositantes só podem merecer desconfiança, se dizem que os depósitos serão garantidos é porque algo de mau está a suceder longe das nossas vistas.

 

Ainda a crise está longe de ser superada e já são visíveis as dificuldades no acesso ao crédito e isso significa retracção da actividade económica, significa menos consumo e, em consequência, menos procura de produtos de que resulta menos produção e a redução do crescimento económico. Mas não são só os consumidores que recorrem ao crédito, a maioria das empresas também carecem dele para manter a sua actividade, desde o empreiteiro de obras públicas que carece de garantia, ao exportador que muitas vezes depende da capacidade de acesso ao crédito por parte dos seus clientes, passando, por exemplo, dos produtores nacionais que vendem às grandes superfícies e que suportam os grandes prazos de pagamento alargados recorrendo à venda dos seus créditos a empresas de factoring. A prolongarem-se as dúvidas a recessão é uma consequência inevitável.

 

Os governos e, em particular, o governo português estão confrontados o maior desafio que enfrentaram no domínio da política económica. A pouco tempo da apresentação do Orçamento todos estarão agora a questionar-se sobre o que fazer.

 

Reduzir os impostos? Seria uma solução mas tal só seria admissível reduzindo a despesa e isso só é possível aumentando o défice, reduzindo a despesa com os funcionários, cortando na despesa corrente ou diminuindo o investimento público. Venha o diabo e escolha, qualquer uma destas opções pode ser desastrosa.

 

Adiar as obras públicas como já alguém defendeu? Isso significa acelerar a recessão pois instalar-se-ia a desconfiança de sectores indispensáveis ao crescimento económico. O adiamento das obras públicas levaria a uma baixa de expectativas de vastos sectores da economia, não se limitando às próprias empresas do sector.

 

Baixando os preços dos combustíveis? Daí só resultaria um sinal errado para a economia, aumentaria o consumo ineficaz, agravar-se-ia o défice comercial e muito provavelmente não teria qualquer impacto nas empresas, a não ser nas petrolíferas.

 

A verdade é que os governos pouco poderão fazer, mesmo que tenham uma grande preocupação com as consequências sociais de uma recessão. Aumentar as pensões e as ajudas ao rendimento? No caso de o desemprego se agravar a despesa em subsídios de desemprego agravar-se-á fazendo perigar as contas públicas.

 

Não é tempo de esperar que a crise financeira passe, já se percebeu que não vai passar, havendo ainda o risco de se agravar. É tempo de pensar o que fazer, é tempo de todos os agentes políticos assumirem as suas responsabilidades e perceberem que a dimensão da crise é demasiado grande para que seja analisada apenas na perspectiva de jogos eleitorais e disputas de poder pessoal.

 

Que cada um, Presidente da República, partido do Governo e partidos da oposição faça o seu melhor, nas próximas eleições (sejam regionais, autárquicas, legislativas, europeias ou presidenciais) os portugueses saberão avaliar o comportamento de cada um e votar naqueles em quem mais confiam.

 

retirado do jumento http://jumento.blogspot.com/

publicado por peixebanana às 01:44
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Sábado, 4 de Outubro de 2008

não votes

publicado por peixebanana às 14:13
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Portugal dos eternos figurantes...

Sede & fome.

S/T

Momentos Rurais

Momentos Rurais

Momentos Rurais

um pequeno tesouro

.

 

 

"o português é capaz de tudo, logo que não lhe exijam que o seja, porque somos um grande povo de heróis adiados”

Fernando Pessoa 

 

 

 fotos retiradas de http://olhares.aeiou.pt/

 

 

 

publicado por peixebanana às 00:15
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Filhos da Revolução

 

 

Sou um filho do 25 de Abril de 1974, tinha 2 anos quando se deu a revolução, nunca senti na pele o que me contaram os mais velhos acerca da repressão que existia, sempre me senti em liberdade dentro do meu país. Sempre disse o que queria, onde queria e assim continuo, todo contente porque vivo num país livre e democrático. Sempre que pude exerci o meu direito de voto em consciência e em perfeita liberdade de pensamento. Considero-me um cidadão atento e responsável, desde sempre prestei atenção às notícias e á vida política do nosso país.

O tempo foi passando e a nossa democracia, foi, dizem os especialistas, sendo consolidada, temos eleições livres e tirando os média, os empregados públicos, os professores e outros dependentes da administração do nosso país, todos os outros, são livres de pensar e agir.

Durante estes anos todos pude observar um fenómeno espectacular, os políticos continuam a ser os mesmos, e quando saem, ou porque lhes deu um badagaio ou porque ganharam a simpatia de um qualquer grupo financeiro (sabe-se lá porquê), vêem os filhos ou os sobrinhos.

Nestes trinta e tal anos, surgiu uma nova profissão, politico. Há tipos que nunca fizeram nada na vida a não ser, político, ou deputado, ou outra mérda qualquer dentro do género.

Eu não sei como era dantes, mas tenho ouvido histórias que não era muito diferente, só que com menos assaltos. Quem mandava no país era o Presidente do Conselho, não eram os bancos, e os portugueses eram pobres como hoje, só que não estavam apinhados de dívidas.

Com isto não estou a apregoar o fascismo, antes pelo contrário. A minha questão é a seguinte? – Eu voto como uma grande parte dos portugueses, e ganhe quem ganhar deixa sempre o pais pior do que o apanhou, depois votamos nos outros que já tínhamos votado antes e andamos nisto á 34 anos.

Sei que grande parte dos nossos deputados, ministros, presidentes de câmara, políticos, são incansáveis e permanecem desde sempre, às vezes pergunto-me? – Serão feitos de cera?

É que 34 anos de serviço cansam qualquer trabalhador, e sinceramente eu já não tenho vontade, nem de os ver, nem de os ouvir. Por isso deixo de ir votar, e eles vão ficando, ou melhor, trocando. Agora vais tu para a Galp, que vou eu para o governo e logo á noite vamos todos para os copos, amanhã quando nos virmos fazemos cara de amuado e o povo aplaude a postura do estadista.

A isto tem-se chamado democracia, o voto de uma nação para colocar homens nos conselhos de administração de empresas privadas, qual prémio de carreira.

E agora que falta um ano para as eleições, que fazer?

 

 

 

 

Deixo aqui alguns dados biográficos referentes a alguns dos cromos em questão, estes se deus quiser já não voltam, agora estão a fazer-nos mal noutro local.

 

 

 

Joaquim Augusto Nunes de Pina Moura – Licenciado em economia (13 anos a limpar-nos os bolsos)

1972 – militante PCP

1973 - Comissão Nacional do III Congresso da Oposição Democrática e candidata-se pelas listas das Comissões Democráticas Eleitorais (CDE) às eleições para a Assembleia Nacional

1992 - funda a Plataforma de Esquerda

1995 – Adere ao PS

1995 - Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro

1997 - Ministro das Finanças, chegando a acumular com a pasta da Economia

1995 e 2005 - Deputado à Assembleia da República, pelos círculos do Porto e de Lisboa

O que faz hoje - É Professor Catedrático Convidado do ISEG e do ISG - Instituto Superior de Gestão (desde 2005), consultor externo do Conselho de Administração do Banco Comercial Português, vogal do Conselho de Administração da Galp Energia e presidente da Iberdrola Portugal (desde 2004). Pina Moura foi ainda presidente do Conselho de Governadores do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento.

 

 

 Fernando Manuel dos Santos Gomes – Licenciado em Economia (31 anos a limpar-nos os bolsos)

1974 a 1981 - foi presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde

1983 a 1985 - secretário de Estado da Habitação e Urbanismo

1986 - deputado ao Parlamento Europeu em, sendo vice-presidente do grupo socialista e presidente da Comissão dos Assuntos Sociais e do Emprego

1989 -  foi eleito para a presidência da Câmara Municipal do Porto, cargo para o qual foi reeleito em 1993 e 1997

1999 - Ministro da Administração Interna

Até 2005 - deputado na Assembleia da República

O que faz hoje - administrador executivo da Galp, com os pelouros da Galp Power, empresa responsável pelos projectos das centrais de cogeração, e da Galp Exploração, empresa que gere a actividade de extracção de petróleo e que gere as concessões de poços em Angola e no Brasil. Foi-lhe também atribuída a empresa Sóturis que gere todo o património imobiliário da Galp.

 

 

 Vítor Manuel Ribeiro Constâncio - Licenciado em Economia ( 34 anos a limpar-nos os bolsos)

1974 a 1976 - Secretário de Estado do Planeamento

1975 - Director de Estatística e Estudos Económicos

1976 - Deputado é assembleia da republica

1978 - Ministro das Finanças e do Plano

1979 - Presidente da Comissão Parlamentar para a Integração Europeia

1985 - Governador do Banco de Portugal, até 1986 e, novamente, a partir de 2000, aferindo uma das remunerações mais altas de um dos países mais pobres da união europeia

1995 a 2000 - Administrador do Banco Português de Investimento  e da EDP

Constâncio é Professor Catedrático Convidado do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, desde 1989, apesar de nunca ter concluído o doutoramento

O que faz hoje - Governador do Banco de Portugal, aferindo uma das remunerações mais altas de um dos países mais pobres da união europeia

 

 

 Jorge Paulo Sacadura Almeida Coelho - Licenciado em Organização e Gestão de Empresas (20 anos a limpar-nos os bolsos)

1983 a 1985 - Chefe de Gabinete do Secretário de Estado dos Transportes

1988 a 1989 - Chefe de Gabinete do Secretário de Estado Adjunto dos Assuntos Sociais, Educação e Juventude em Macau

1987 a 1995 – Deputado é assembleia da republica

1995 a 2004 - Ministro de Estado e do Equipamento Social

2004 – Professor universitário e comentador na televisão

O que faz hoje - é administrador da empresa de consultoria Congetmark e, desde Abril de 2008, CEO da construtora Mota-Engil.

 

 

 Joaquim Ferreira do Amaral - Licenciado em Engenharia Mecânica (22 anos a limpar-nos os bolsos)

1979 - Direcção-Geral dos Serviços Industriais

1979 - Secretário de Estado das Indústrias Extractivas e Transformadoras

1981 – Adere ao PSD

1981 - Secretaria de Estado da Integração Europeia

1982 - Instituto de Investimento Estrangeiro

1982 - Indústrias Nacionais de Defesa

1986 - Instituto Financeiro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas

1985 a 1990 - ministro do Comércio e Turismo

1990 a 1995 - ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações

1995 - Ocupou a bancada parlamentar do PSD

1997 - Candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa

2001 – Candidato às eleições presidenciais

O que faz hoje - É membro não-executivo do Conselho de Administração da Lusoponte

 

 

 Nota 1: Estes são só alguns, que podem servir de exemplo.

 

Nota 2: A maior parte continua a ir-nos aos bolsos, os perdões só se dão a grandes empresas quem têm grandes valores em divida e grandes gestores, que por acaso até são os pais, tios, filhos, amigos, namorados…

Nota 3: Bem dita revolução. Mas que grandes "senhores" (estava aqui um erro de tradução)!!!

 

publicado por peixebanana às 00:17
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

O computador "Magalhães" e o Desastre chamado "Governo do Partido Socialista"

Sem dúvida que a distribuíção de computadores gratuítos - ou a preços módicos - pelos nossos jovens é uma medida positiva do Governo de José Sócrates.

O passe jovem a metade do preço também é uma medida positiva ,com interesse social para as famílias portuguesas.

Mas e o resto?

A destruíção - levada a cabo pelo Governo do Partido Socialista - do sistema nacional de saúde?
O facto de, ainda esta semana, ter sido publicado um relatório internacional que revela que Portugal é o país menos competitivo da União Europeia?

E a fome que grassa em Portugal?
O desespero que leva à emigração?
Os baixos salários?
As baixas reformas?
Os sem abrigo nas cidadades?
As barracas de lata na Grande Lisboa?
Os suicídios de agentes da PSP e da GNR, cuja causa estará na miserável condição de vida que têm?
Os jovens licenciados sem emprego?
Os jovens licenciados que ganham 500,00 € mensais em empregos sem futuro, sem esperança?
A criminalidade que cresce?
A revolta dos portugueses?
A falta de produção agrícola, crónica, enquanto os agricultores receberam milhões de contos que em vez de irem para a agricultura vão para a compra de carros, jogar na bolsa, para "armar ao pingarelho" em Cascais e no Estoril?
O ataque às liberdades de expressão e de opinião?
O controlo da imprensa, dos meios de comunicação social ?
Os salários criminosos que muitos auferem enquanto outros passam fome?
Então e o facto do Governador do Banco de Portugal receber mais de ordenado que o Presidente da Reserva Federal dos EUA?;
Os milhões de euros de orçamento da Presidência da República?
A corrupção?
A cunha?
O tráfico de influências?
A falta de transparência dos negócios ?
Os ex-Ministros que passam para as empresas que fazem negócios com o Estado e que se colocam estrategicamente , com o perigo de lobbing inominável?
Etc, Etc?

O computador Magalhães é uma medida positiva , mas o resto é de terceiro mundo!

Só daqui a 20 anos terá efeitos positivos a distribuíção do computador Magalhães!

E até lá?

Onde está o desenvolvimento sustentado e harmonioso?

Portugal vai vivendo de mão estendida, pedinchando ajudas, desbaratando apoios comunitários, perdendo credibilidade no estrangeiro, perdendo força no contexto internacional!

O Governo de José Sócrates tinha o dever de ter feito mais e melhor, de fazer diferente, de alterar o "status quo", de empurrar Portugal para cima.

Afinal descemos, mais e mais, numa lógica de perdição.

 

retirado de http://www.josemariamartins.blogspot.com/ editado por peixe banana

 

publicado por peixebanana às 17:16
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Sobre a Feira d'Aires

Sobre a Feira de 2008, não sei a quem posso dirigir algumas perguntas, mas elas aqui ficam:

Porque se permitiu pessoas estarem a vender nas tendas sem alvará e outros "alugaram" os mesmos?

Porque se permite cada vez mais expositores do exterior relegando para segundo plano os da terra, sei de pessoas de Viana que queriam expor na Feira e disseram-lhe já não havia espaço, tendo-se verificado que na área da exposição eram mais os de fora do que os de cá.

Porque se abandonou o apoio aos agentes associativos da nossa terra que não montam dentro das tendas, tratando-os como se fossem "tendeiros" não se cuida dos espaços, não cuida da entrada onde estão esses agentes.

Quem é a responsabilidade da vergonha das casas de banho junto á fonte? Sei de pessoas que foram chamar o sr. Presidente da JF e este disse a mais que uma pessoa que não tinha nada com aquilo, tendo ficado sempre escondido no conforto da tenda enquanto os municipes andavam enterrados em porcaria.

Atenção o tempo,a crise, a GNR e a ASAE tem responsabilidade no fiasco da feira, mas são só estes, a falta de condições dignas para afeira não tem influencia? Deiam-se ao trabalho de visitarem o Parque de feiras de Estremoz, Redondo ou Montemor e verão a diferença. A pergunta é não se podia ter evitado o colapso que foi a feira de Aires do ano de 2008?

Ultima pergunta a falta de sinalização é responsavel por dois acidentes graves com carros, e se tivesse havido vitimas de quem era a responsabilidade? Estamos a falar de espaço publico porque não se tomaram todas as medidas?

 

anónimo

 

retirado de viana e tal (comentários) a 1.10.08

publicado por peixebanana às 13:48
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PASSEIO TT ROTA DAS ADEGAS

 

 

Imperdivél, 15 de novembro de 2008

 

Pré inscrições até dia 7 de Novembro, nº maximo de participantes 200

 

Com road book e percurso filmado.

 

Visitas a adegas, almoço (Rest. Moira Reguengos de Monsaraz), jantar (á chegada na praça em Vendinha)

 

Partida: Praça 1º de maio em Vendinha, chegada, no mesmo local.

 

Organização: Associação Juvenil de S. Vicente do Pigueiro "Alentejo Azul"

 

Preço: 35 euros

 

Este eu não vou perder!!

publicado por peixebanana às 11:09
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.Sobre um dia perfeito para os peixes banana

 

Um dia perfeito para os peixes banana é um blog sem cor, mas com opinião acerca de algumas questões que são importantes para todos nós. Não pretende fazer oposição a nada nem a ninguém, pretende apenas despertar os sentidos de quem pode fazer mais e melhor. Tem acesso livre e publicação de comentários que embora moderados são normalmente publicados na integra (a moderação serve exclusivamente para que se proteja a integridade pessoal da nossa gente).
Se pretender contactar o blog via email pode fazê-lo para peixebanana@sapo.pt e colocar as suas opiniões, duvidas ou participar no blog. Um dia perfeito para os peixes banana reserva-se no direito de publicar apenas o que acha válido para uma opinião responsável e construtiva.
A causa publica é a principal bandeira e existe para que através de uma opinião (que não passa disso mesmo), se possa debater um tema e assim adquirir conhecimento.
Quem não gosta do formato não veja, quem gosta sinta-se em casa, mas ambos são bem recebidos.
 
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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

 

Clarice Lispector

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Alucinações

 
Um polícia reformado imagina que uma criança inglesa morreu num trágico acidente e que o corpo foi congelado ou conservado no frio pelos pais e amigos.

Um político socialista imaginou que era possível combater a corrupção neste sítio cada vez mais mal frequentado, apresentou um pacote de medidas e ficou muito desiludido quando o seu partido o atirou para o lixo e aprovou um conjunto de diplomas que vai deixar tudo como antes, o quartel-general em Abrantes. O mesmo político imagina, agora, que a corrupção está mais elevada do que nunca e fica triste porque ninguém lhe liga nenhuma.

A líder do maior partido da Oposição imagina que é possível chegar ao poder sem andar por aí em festas folclóricas, em espectáculos medíocres e chega ao ponto de dizer que vai tentar falar verdade sobre os problemas do sítio e que não se pronuncia sobre assuntos que não conhece.

Um ministro deste Governo socialista imagina-se como director comercial de uma multinacional e salta de contente sempre que assina um contrato com uma empresa qualquer. O mesmo governante imagina um dia que a crise económica, financeira e social já passou e no outro imagina que o que aí vem vai ser bem pior.

Um primeiro-ministro que os indígenas elegeram em 2005 com maioria absoluta imagina que vive num sítio maravilhoso, com uma economia pujante, com um nível de vida extraordinário, com cidadãos altamente qualificados e até imagina que Angola tem um governo fabuloso, digno dos maiores elogios, que a Líbia é dirigida por um ser normal, democrático, que até escreveu em tempos um livro que só por acaso não ganhou o Nobel da Literatura e que a Venezuela tem um presidente civilizado, com os alqueires todos no sítio e que merece ser recebido várias vezes em poucos meses com gestos de grande carinho e amizade.

Um Presidente da República imagina que os seus silêncios são mais importantes do que as suas palavras e imagina que quando discursa alguém o ouve verdadeiramente com atenção. Imagina que quando fala na necessidade de se combater a corrupção ou atacar a sério os problemas da Justiça e da Educação alguém o leva verdadeiramente a sério e vai a correr preparar mais uns diplomas para indígena ver.

A alucinação, como se vê, veio para ficar. Está a tornar-se numa pandemia. Em vez de dinheiros da Europa, o sítio precisa urgentemente de uma enorme equipa de psiquiatras que o cure da doença enquanto há tempo e esperança de cura.

António Ribeiro Ferreira
[in Correio da Manhã, 28.07.2008]

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