Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Aqui há dialogo (comentário a comentário "Eu sou o Bob!")

Caro polvorosa, sou o anónimo das 02:07, concordo com o seu comentário sensato e não quero de modo algum ferir as susceptibilidades de ninguém, mais, não sou dono da verdade nem quero obrigar ninguém a mudar de opinião.
O comentário do anónimo que me precedeu é bastante pertinente, no exemplo que dá, quando aponta o pavilhão como sendo um assunto complicado ou seja a população não quer destruir o ringue, então qual a solução?
Mas nesse caso concreto parece não existir neste momento outro terreno para a Câmara implantar o pavilhão. Mas não nos podemos esquecer que sendo um assunto que vem tão detrás, era ao executivo que competia ter planeado atempadamente estas questões e encontrar a solução condicente com o interesse da população. A revisão do plano director municipal é despoletado pelo executivo e não pelos munícipes, como é natural.
Sobre a resposta do Psycho_Mind não vou continuar com mais polémicas, pois trata-se de uma pessoa válida e cada um pensa como pensa e é com essa pluralidade de opiniões que devemos interagir, da minha parte ponto final neste assunto.
Vamos sim aproveitar aquilo que nos une em prol da freguesia e do concelho.

Citando o Polvorosa que toca exactamente no ponto essencial, sobre a tomada de decisão:
“Sobre o processo de tomada de decisão muito há a dizer, mas concentremo-nos na questão central, se forem apresentadas opções aos cidadãos, se estes puderem vir a fazer o orçamento no seu concelho ou freguesia, se existir um modelo de democracia participativa a par com a representação política, uma co-responsabilização na decisão, muito mais do que o simples voto de 4 em 4 anos, as coisas podem melhorar, esse é o tema do meu próximo artigo no blogue polvorosa”.

No entanto, ninguém está acima de qualquer crítica, só quem nada faz ou é paternalista na sua acção gestionária, fica em “polvorosa” e sem capacidade para aceitar vozes discordantes.
Uma gestão participada, envolvendo todos os interessados e a dimensão plural representativa do poder local, é o melhor tempero para se decidir cada vez melhor.
É esta a receita que cada vez menos é oferecida no menu da nossa democracia que distância ainda mais os cidadãos da participação política, pondo em causa, em certos momentos, a própria legitimação do sistema. 

 

comentário em "Eu sou o Bob!"

anónimo editado por peixebanana
 

publicado por peixebanana às 23:48
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De Psycho_Mind a 7 de Agosto de 2008 às 14:09
Nem digo o contrário, mas o problema é que nem aqui, nem em outro lado se colocam alternativas e soluções viáveis, vejo apenas as pessoas a criticar e a apontar o dedo a tudo e a todos mas que não saem disso, é preciso acção, motivação, originalidade, as pessoas tem cérebro para isso, só é pena que não o usem para criar mas sim apenas para querer ditar!

Quanto à ultima parte do teu comentário, por certo não esperas que alguém ligado à autarquia, muito menos o presidente venha ler este ou outro blogue para saber o que o pessoal pensa, muito menos tomar medidas com base nisso, ai sim é que para mim perderia toda e qual credibilidade que tivesse. É impensável isso acontecer, por isso existem os meios certos para se fazer isso.
De Anónimo a 8 de Agosto de 2008 às 10:48
ah,ah!...Este deve tar a gozar com o zé pagode. Um gajo que utiliza a internet a dizer um disparate destes. Não podemos querer a modernidade para algumas coisas e não a querer quando nos convém, ou não viu ou não quer ver a democratização da participação das pessoas no ciberespaço. Estranho bastante porque quem tem um blog devia saber o impacto que isso tem, nem todos os blogs são de brincadeira também os há mais sérios e a administração local sabe isso. Vamos lá ser mais rigorosos no debate, há tempo e formas para tudo.
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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

 

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Alucinações

 
Um polícia reformado imagina que uma criança inglesa morreu num trágico acidente e que o corpo foi congelado ou conservado no frio pelos pais e amigos.

Um político socialista imaginou que era possível combater a corrupção neste sítio cada vez mais mal frequentado, apresentou um pacote de medidas e ficou muito desiludido quando o seu partido o atirou para o lixo e aprovou um conjunto de diplomas que vai deixar tudo como antes, o quartel-general em Abrantes. O mesmo político imagina, agora, que a corrupção está mais elevada do que nunca e fica triste porque ninguém lhe liga nenhuma.

A líder do maior partido da Oposição imagina que é possível chegar ao poder sem andar por aí em festas folclóricas, em espectáculos medíocres e chega ao ponto de dizer que vai tentar falar verdade sobre os problemas do sítio e que não se pronuncia sobre assuntos que não conhece.

Um ministro deste Governo socialista imagina-se como director comercial de uma multinacional e salta de contente sempre que assina um contrato com uma empresa qualquer. O mesmo governante imagina um dia que a crise económica, financeira e social já passou e no outro imagina que o que aí vem vai ser bem pior.

Um primeiro-ministro que os indígenas elegeram em 2005 com maioria absoluta imagina que vive num sítio maravilhoso, com uma economia pujante, com um nível de vida extraordinário, com cidadãos altamente qualificados e até imagina que Angola tem um governo fabuloso, digno dos maiores elogios, que a Líbia é dirigida por um ser normal, democrático, que até escreveu em tempos um livro que só por acaso não ganhou o Nobel da Literatura e que a Venezuela tem um presidente civilizado, com os alqueires todos no sítio e que merece ser recebido várias vezes em poucos meses com gestos de grande carinho e amizade.

Um Presidente da República imagina que os seus silêncios são mais importantes do que as suas palavras e imagina que quando discursa alguém o ouve verdadeiramente com atenção. Imagina que quando fala na necessidade de se combater a corrupção ou atacar a sério os problemas da Justiça e da Educação alguém o leva verdadeiramente a sério e vai a correr preparar mais uns diplomas para indígena ver.

A alucinação, como se vê, veio para ficar. Está a tornar-se numa pandemia. Em vez de dinheiros da Europa, o sítio precisa urgentemente de uma enorme equipa de psiquiatras que o cure da doença enquanto há tempo e esperança de cura.

António Ribeiro Ferreira
[in Correio da Manhã, 28.07.2008]

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