Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Para quem ainda tinha duvidas

"Batoteiros

 

Alguém me perguntava hoje o que é que achava das últimas sondagens saídas num dos principais jornais e porque é que depois de tanta polémica em relação a Sócrates, ele continua à frente. Os únicos comentários que tenho a fazer são simples:
1)      Quem as fez é o mesmo que dava Mário Soares com 23% e Manuel Alegre com 7%, isto a poucos dias das últimas eleições presidenciais. Teria sido um simples erro? E tão grosseiro? E lembram-se qual foi o resultado?
2)      Quem vota, ou vai votar, são precisamente as mesmas pessoas que colocaram Isaltino de Morais, Valentim Loureiro e Fátima Felqueiras, à frente das câmaras de Oeiras, Gondomar e Felgueiras. É o País que nós temos.
 
Como eu não tenho quaisquer compromissos eleitorais, ou melhor, porque é aquilo que mais vontade têm de saber, não me vou candidatar a presidente de câmara, sinto-me ainda mais descomprometido para dizer aquilo penso sobre este tipo de matérias políticas.
 
De toda esta situação relacionada com o caso Freeport, existem muitos pruridos para evitar falar do tema. Para mim é simples, Sócrates é suspeito. Ele próprio se tornou mais suspeito sobre toda esta matéria. Quando alguém vem várias vezes dizer que é uma campanha negra contra ele, que é uma ignomínia, que é algo obscuro, basta dizer que não tem nada a ver com o assunto e comprovar isso mesmo.
 
Se o senhor primeiro ministro quisesse estar totalmente afastado desta polémica, bastaria dizer ao País que não admite tais abusos, que não admite que falem dele dessa maneira e ao mesmo tempo mostrar as suas contas bancárias desde o período que reporta esta situação.
 
Desta forma, para mim ficavam clarificadas todas estas suspeitas.
 
É claro, quando digo que é suspeito, não estou a dizer que é culpado."
 
António Costa da Silva

 

in alcáçovas, editado por peixebanana

publicado por peixebanana às 22:35
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5 comentários:
De Anónimo a 8 de Fevereiro de 2009 às 00:58
Bom, com esta "desistência de peso" e com a CDU "presa com arames" (apesar de quererem mostar o contrário), na minha modesta opinião, a alternativa é mesmo o tal Movimento...
De alcacovas a 8 de Fevereiro de 2009 às 11:28
Caríssimo Peixe Banana,
Tal como lhe respondi no ALcáçovas:
Naturalmente não me vou desligar da vida política concelhia, nem do meu PSD. Sou uma pessoa com convicções e vou continuar a tentar ajudar (noutras condições) o meu partido a progredir em termos de implementação concelhia. O meu empenho ainda será maior.

O PSD irá estar presente neste acto eleitoral muito mais forte, dou-lhe a garantia disso. Brevemente irá avançar com um novo candidato à câmara, o qual terá a minha ajuda e o meu apoio incondicional.

Já fui duas vezes candidato à câmara, é mais do que suficiente. Penso, também, que em política existe a tentação das pessoas de se agarrarem aos pequenos poderes. Eu sempre critiquei isso, por isso mesmo, sinto-me também na obrigação de dar o exemplo.

Os partidos necessitam de novas pessoas, novas ideias. Só assim serão verdadeiras células vivas e úteis para a sociedade.

Um Abraço

António Costa da Silva
De MARINELA a 24 de Fevereiro de 2009 às 02:06
Tb acho! FORÇA MOVIMENTO
Chega de CDU!
Sempre açorda farta.
Tem que haver alternativa ou seja uma lufada de ar fresco.
De Anónimo a 9 de Fevereiro de 2009 às 22:59
Entendo a desilusão do Costa da Silva empurrando, tal como no futebol, o mau desempenho do PSD para o árbitro e não para o treinador e jogadores da sua equipa.

Repete aquilo que Francisco Branquinho publica no site do PSD.

Basta ter ouvido ontem na TV o Prof. Marcelo e reproduzir o que algumas figuras do PSD disseram, para constatar que afinal as ciências que suportam as sondagens e os estudos de opinião, não são para imolar pelo fogo, quando os resultados não são os esperados pelo nosso autarca.

Vamos então reproduzir o que disseram proeminentes figuras do PSD:

..“O líder da distrital do Porto do PSD, Marco António Costa, considera que estes resultados, numa altura em que o Governo devia estar a sofrer o desgaste do caso Freeport e da situação económica, "demonstram que o PSD tem de ir rapidamente para o terreno, intervir localmente junto das pessoas, como tem feito o primeiro-ministro". Marco António sublinha que, no seu caso, anda de município em município em trabalho político. "Não fico fechado na sede..."

O antigo vice-presidente do PSD Azevedo Soares é muito mais duro para a líder laranja. Esta situação, diz, "é muito preocupante e faz prever maus resultados nas legislativas".

Na sua opinião, "a liderança é fraca. Não tem capacidade política e não tem políticas para apresentar aos portugueses. Não cria confiança e esperança, e, por conseguinte, apesar dos maus resultados do Governo, os portugueses não vêem razões para mudar"…

Relativamente ao ponto 2) eu acrescentaria também: Quem vota, ou vai votar, são precisamente as mesmas pessoas que votam no Alberto João Jardim.
Sobre “o País que nós temos” é preciso compreender a génese desse problema para não ficarmos tão surpreendidos.
De Anónimo a 13 de Fevereiro de 2009 às 11:49
E para actualizar as batotices ai vão as ultimas.

A economia portuguesa recuou 2% no quarto trimestre de 2008, completando dois trimestres de quedas, terminando o ano em recessão técnica. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE).
A estimativa rápida do INE hoje divulgada mostra que no conjunto do ano o Produto Interno Bruto (PIB) português fixou-se nos 0% - estagnação - depois de um aumento de 1,9% em 2007.
Este ritmo de crescimento anual foi o mais baixo em cinco anos, desde a recessão de 2003.
Face ao trimestre anterior, o PIB recuou 2% no quarto trimestre, depois de uma descida de 0,1% no terceiro trimestre. A economia recuou assim durante dois trimestres consecutivos, encontrando-se por isso em recessão técnica.
Em termos homólogos (comparando o crescimento do quarto trimestre de 2008 com o de igual trimestre de 2007), o PIB baixou 2,1%, valor que compara com uma subida de 0,5% no terceiro trimestre.
A justificar esta contracção do PIB no quarto trimestre esteve a procura interna (consumo e investimento), refere o INE, que sublinha a "particular intensidade" do contributo negativo do investimento, bem como a procura externa líquida (exportações menos importações).
As vendas ao estrangeiro registaram uma "diminuição excessiva", nota o INE.

Os números da inflação

Os preços em Portugal caíram 0,7% em Janeiro, baixando a taxa de inflação média para 2,4%. São os dados do Instituto Nacional de Estatística.

A taxa de inflação homóloga (face a Janeiro de 2008) recuou para 0,2%.

Estes dados saíram piores do que o esperado pelos analistas, que tinham antecipado um recuo mensal entre 0,2 e 0,4% do Índice de Preços do Consumidor.

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Alucinações

 
Um polícia reformado imagina que uma criança inglesa morreu num trágico acidente e que o corpo foi congelado ou conservado no frio pelos pais e amigos.

Um político socialista imaginou que era possível combater a corrupção neste sítio cada vez mais mal frequentado, apresentou um pacote de medidas e ficou muito desiludido quando o seu partido o atirou para o lixo e aprovou um conjunto de diplomas que vai deixar tudo como antes, o quartel-general em Abrantes. O mesmo político imagina, agora, que a corrupção está mais elevada do que nunca e fica triste porque ninguém lhe liga nenhuma.

A líder do maior partido da Oposição imagina que é possível chegar ao poder sem andar por aí em festas folclóricas, em espectáculos medíocres e chega ao ponto de dizer que vai tentar falar verdade sobre os problemas do sítio e que não se pronuncia sobre assuntos que não conhece.

Um ministro deste Governo socialista imagina-se como director comercial de uma multinacional e salta de contente sempre que assina um contrato com uma empresa qualquer. O mesmo governante imagina um dia que a crise económica, financeira e social já passou e no outro imagina que o que aí vem vai ser bem pior.

Um primeiro-ministro que os indígenas elegeram em 2005 com maioria absoluta imagina que vive num sítio maravilhoso, com uma economia pujante, com um nível de vida extraordinário, com cidadãos altamente qualificados e até imagina que Angola tem um governo fabuloso, digno dos maiores elogios, que a Líbia é dirigida por um ser normal, democrático, que até escreveu em tempos um livro que só por acaso não ganhou o Nobel da Literatura e que a Venezuela tem um presidente civilizado, com os alqueires todos no sítio e que merece ser recebido várias vezes em poucos meses com gestos de grande carinho e amizade.

Um Presidente da República imagina que os seus silêncios são mais importantes do que as suas palavras e imagina que quando discursa alguém o ouve verdadeiramente com atenção. Imagina que quando fala na necessidade de se combater a corrupção ou atacar a sério os problemas da Justiça e da Educação alguém o leva verdadeiramente a sério e vai a correr preparar mais uns diplomas para indígena ver.

A alucinação, como se vê, veio para ficar. Está a tornar-se numa pandemia. Em vez de dinheiros da Europa, o sítio precisa urgentemente de uma enorme equipa de psiquiatras que o cure da doença enquanto há tempo e esperança de cura.

António Ribeiro Ferreira
[in Correio da Manhã, 28.07.2008]

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