Sábado, 22 de Novembro de 2008

Resmas de Euros

 

 

Afinal há fartura de dinheiro na Câmara Municipal de Viana do Alentejo, como se pode constatar na ACTA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DE 29/10/2008 da CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO ALENTEJO. Desde empréstimos aprovados a fundos próprios a Câmara Municipal de Viana do Alentejo, tem capacidade financeira para avançar com todos os projectos a que se propôs inicialmente.
(fonte: http://alcacovas.blogs.sapo.pt/696576.html#comentarios)
Esta gestão democrática, inovadora, aberta e participada da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, que a tanto se propôs corre agora o risco de nos enganar a todos e de almoço em almoço passar a mensagem da obra praticamente feita.  Só que não se vê.
Em Aguiar alcatroaram duas ruas que sobraram do mandato anterior e uma outra que estava mesmo a precisar, por erro (acho eu) alcatroaram também o largo da igreja, gostei do pormenor do restauro do equipamento urbano (bancos), só faltava pintarem um velhote ou dois e já dava lugar ao merecido monumento ao velhote sentado. Estão a alargar o cemitério, e a obra do “poço” no largo da cooperativa vai de vento em popa.
Agora já só falta mesmo a construção do Sanitário público na zona do mercado e conservação e manutenção dos existentes, de referir que a zona do mercado é o parque de estacionamento que se encontra na entrada Norte de Aguiar, é para mim um prazer poder visitar um mercado de carro e fazer compras tipo “drive in”. Sinceramente não sei qual a utilidade de um sanitário público a escassos 100 metros de um existente, dará jeito unicamente aos munícipes nómadas que fazem de Aguiar um ponto de passagem e pernoita, mas por saber que o nosso presidente é bastante sensível as questões étnicas e minoritárias, acredito que lá para o verão teremos Aguiar no” Gypsy Michelan” como um ponto de passagem obrigatório e com a indicação de um “poço” nos arredores. Também falta ainda a construção do Pavilhão Polidesportivo Coberto de Aguiar e criação de condições para recolocação da zona desportiva descoberta, o que pressupõe acabar com uma infra-estrutura que existe, construi-la noutro local e no local da existente erguer a grande obra estruturante de Aguiar, para além de não existir sequer projecto parece que há problemas relacionados com a posse dos terrenos para construção, aqui em Aguiar as pessoas querem acreditar que o terreno da Cooperativa lhes pertence, a mim não me parece que assim seja, venha de lá essa comissão liquidatária da cooperativa e explique aos Aguiarenses afinal a quem pertence o terreno e o edifício. Parece que só na próxima legislatura é que vai ser mesmo construído (mas isso é se o povo votar em massa). Depois temos a remodelação e embelezamento do edifício da antiga cooperativa em Aguiar, que bem precisa, aqui em Aguiar começou-se ao contrário, primeiro os arranjos exteriores, e em seguida mãos á obra propriamente dita, ou será que aquilo foi remodelado e ninguém deu por isso. Em relação á requalificação do parque escolar e colaboração com os agrupamentos escolares e reforçar a intervenção na área educativa, não vale muito a pena estar para aqui a gastar tinta, a escola EB1 de Aguiar fala por si. E essa maravilha que seria a criação de zona oficinal de Aguiar, que em conjunto com o gabinete de apoio ao Desenvolvimento Económico nos traria tantas regalias reais, é como a construção de novo reservatório de água em Aguiar, o sítio está lá!
E isto é em Aguiar, a freguesia mais pequena. Um conselho, agarrem num desses empréstimos e ofereçam um cabaz de Natal a cada família do concelho e a acompanhar um pequeno cartão onde podem escrever, é Natal, ninguém leva a mal!
publicado por peixebanana às 16:27
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4 comentários:
De não posso dizer a 22 de Novembro de 2008 às 18:51
Essa do Guia Gypsy Michelan está 5*****
Com Sanitários novos na zona do mercado e com um poço daquele tamanho no largo da antiga cooperativa para os cavalos beberem, será que os tão a querer mudar da Senhora de Aires para junto da sucateira (campo de Futebol)?
Esta gente é capaz de tudo.
De Anónimo a 23 de Novembro de 2008 às 00:11
Ninguém deve estar antecipadamente preocupado, a obra no final do mandato vai ser vista por todos os munícipes. Vamos ser todos convidados para o Cine Teatro para vermos a obra efectuada nestes últimos 4 anos. Para que não haja atrasos, a rodagem do filme a apresentar já começou, estando a decorrer num concelho aqui ao lado, onde existem todos os equipamentos contidos no programa eleitoral do PCP para Viana.
O orçamento da rodagem é relativamente baixo pois, ao se optar pela rodagem fora do concelho de Viana, economiza-se nos inúmeros e dispendiosos cenários que seriam necessários para este filme.
Também vamos ter actores bem conhecidos, mas sobre esses intérpretes fica a surpresa para o dia de estreia.
De Anónimo a 23 de Novembro de 2008 às 08:52
Há cometários neste blogue hilariantes de tanta parvoice que trazem. Quanto ao filme, descanse meu caro que o realizador deve arranjar-lhe um lugarzinho como figurante....
De anonimo a 26 de Novembro de 2008 às 01:37
mas não é no carnaval que ninguem leva a mal ?
ou no concelho do sol é carnaval todo o ano ? lolol

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Alucinações

 
Um polícia reformado imagina que uma criança inglesa morreu num trágico acidente e que o corpo foi congelado ou conservado no frio pelos pais e amigos.

Um político socialista imaginou que era possível combater a corrupção neste sítio cada vez mais mal frequentado, apresentou um pacote de medidas e ficou muito desiludido quando o seu partido o atirou para o lixo e aprovou um conjunto de diplomas que vai deixar tudo como antes, o quartel-general em Abrantes. O mesmo político imagina, agora, que a corrupção está mais elevada do que nunca e fica triste porque ninguém lhe liga nenhuma.

A líder do maior partido da Oposição imagina que é possível chegar ao poder sem andar por aí em festas folclóricas, em espectáculos medíocres e chega ao ponto de dizer que vai tentar falar verdade sobre os problemas do sítio e que não se pronuncia sobre assuntos que não conhece.

Um ministro deste Governo socialista imagina-se como director comercial de uma multinacional e salta de contente sempre que assina um contrato com uma empresa qualquer. O mesmo governante imagina um dia que a crise económica, financeira e social já passou e no outro imagina que o que aí vem vai ser bem pior.

Um primeiro-ministro que os indígenas elegeram em 2005 com maioria absoluta imagina que vive num sítio maravilhoso, com uma economia pujante, com um nível de vida extraordinário, com cidadãos altamente qualificados e até imagina que Angola tem um governo fabuloso, digno dos maiores elogios, que a Líbia é dirigida por um ser normal, democrático, que até escreveu em tempos um livro que só por acaso não ganhou o Nobel da Literatura e que a Venezuela tem um presidente civilizado, com os alqueires todos no sítio e que merece ser recebido várias vezes em poucos meses com gestos de grande carinho e amizade.

Um Presidente da República imagina que os seus silêncios são mais importantes do que as suas palavras e imagina que quando discursa alguém o ouve verdadeiramente com atenção. Imagina que quando fala na necessidade de se combater a corrupção ou atacar a sério os problemas da Justiça e da Educação alguém o leva verdadeiramente a sério e vai a correr preparar mais uns diplomas para indígena ver.

A alucinação, como se vê, veio para ficar. Está a tornar-se numa pandemia. Em vez de dinheiros da Europa, o sítio precisa urgentemente de uma enorme equipa de psiquiatras que o cure da doença enquanto há tempo e esperança de cura.

António Ribeiro Ferreira
[in Correio da Manhã, 28.07.2008]

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