Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Um texto irresistivél

Ventos Sinópticos
 

 


(...)Diz o adágio popular: “De Espanha nem bom vento nem bom casamento”; “O vento de Castelo Branco é tão mau que até os cães faz danar”; etc.

Desde há muito tempo que da rua Brito Camacho, sede do poder local, sopra exclusivamente vento Suão, quente no Verão e frio no Inverno.
Este vento no Verão torna-se extremamente quente, pode transportar milhões de toneladas de poeiras, provocando uma bruma seca, queimando tudo à sua passagem.
Por outro lado, no Inverno, o ar frio e seco gera geada, com repercussões nocivas em todo o concelho.
Perante este fenómeno político/meteorológico preferimos o ar temperado e húmido proveniente do Oceano Atlântico, mais puro e de efeito profilático para todo o ecossistema.
Segundo algumas previsões meteorológicas este ar temperado e respirável pode passar a dominante no final de 2009. Estas antevisões a tão longo prazo não são fiáveis, por isso vamos aguardar com serenidade o desenrolar dos acontecimentos.
Para não soprar a desejada brisa marítima, este desgoverno autárquico envolto em cimento e com as narinas entupidas, acompanhado por serventes de pele suave e luvas finas, carregam de cada vez meio balde de massa para ajudar nas obras anunciadas.
Com tanto cansaço, língua de fora, feridas nas mãos ainda não calejadas por trabalho árduo e penoso, chegam ao fim-de-semana exaustos para a propaganda eleitoral junto dos reformados, associações culturais e grupos câmara/dependentes. Nesta azáfama em final de mandato, com medo de perderem os lugares que sempre pensaram serem eternos, assolados aqui ou ali por uma alguma comunicação social (blogues) e cidadãos atentos, não sabem como reagir perante os factos descritos neste texto.
Decerto que os actores desta tragédia já leram o texto, deglutiram em seco e devem ter comentado entre eles: não tarda nada, mais um que tem que vai levar com o Caixote em cima, de Tal não se vai escapar.
Quanto à posição no ranking nacional, obtida pela Escola EB23/S Dr. Isidoro de Sousa de Viana do Alentejo, só nos pode entristecer.
Sugiro aos professores "laissez faire, laissez passer", a leccionar nesta Escola que mobilizem para a próxima manifestação, contra o sistema educativo, os restantes responsáveis locais inseridos neste processo – cada Escola um autocarro.
No desfile, bem à frente da “manif”, todos de luto por um ano e de mãos dadas, para nós vermos em casa nos telejornais, levantem bem alto uma faixa com o n.º 601. (...)

Miguel Saloio
 

 

In http://polvorosa.blogs.sapo.pt/37672.html#comentarios

publicado por peixebanana às 17:10
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2 comentários:
De Anónimo a 5 de Novembro de 2008 às 21:23
Luis Pedro Morais

O Senhor enquanto encarregado de educação de 2 meninas bem giras por sinal, e enquanto representante da associação de pais, não devia admitir este tipo de posts , e as criticas á escola devem ser feitas nos locais certos, Concerteza que se o seu trabalho enquanto arquitecto fosse aqui devassado, criticado e exposto, o senhor pensaria o quê?? da próxima vez que fizer um projecto coloque-o aqui que nós todos usando esta linguagem dos blogues afinada e medíocre conseguimos destruir a sua criatividade e profissionalismo em 5 minutos. O Sr. tem responsabilidades, enquanto cidadão e encarregado de educação, participe nos órgãos competentes e mostre o que vale.
De peixebanana a 5 de Novembro de 2008 às 22:27
Enquanto pai e encarregado de educação, não de 2 mas sim de 3 meninas, tento cumprir o meu dever, para que nada lhes falte, dando-lhes muito amor e carinho e preparando-lhes o caminho, ajudando-as a atravessar barreiras e retocando aqui e ali a cor do mundo lá fora.
Enquanto cidadão e munícipe, o senhor ou a senhora, vai-me desculpar, mas não vou deixar de dizer ou escrever o que penso, bem como publicar textos de outros autores. Este é um direito fundamental, a liberdade de expressão.
Ao contrário do que você pensa o meu trabalho é muitas vezes criticado e devassado, nem sempre cumpro como o previsto e cometo erros como toda a gente, no entanto como não tenho um ordenado ao fim do mês. Estou atento e não me posso dar ao luxo de ser relegado para 601º lugar.
Quanto á minha responsabilidade como cidadão respondo-lhe com a actividade deste blogue, bem como o esclarecimento e ajuda aos amigos que aqui tenho feito. E porque quero e gosto de participar, faço parte da Associação de Pais de Viana do Alentejo, a qual vai a votos na próxima segunda feira.
Ninguém sabe tudo, e eu não sou mais que ninguém, sei que criticar é bastante mais fácil do que executar, sei também que os resultados nem sempre estão de acordo com a realidade e que atravessamos tempos difíceis. Podia mesmo dizer que nem tudo é tão mau como parece e compactuar com o estado das coisas.
Se quer saber a minha opinião e se me conhece tão bem, venha ter comigo tenho sempre um bocadinho para falar e aprender com quem se interessa por questões reais e importantes.

Obrigado por comentar

luis pedro morais

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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

 

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Um polícia reformado imagina que uma criança inglesa morreu num trágico acidente e que o corpo foi congelado ou conservado no frio pelos pais e amigos.

Um político socialista imaginou que era possível combater a corrupção neste sítio cada vez mais mal frequentado, apresentou um pacote de medidas e ficou muito desiludido quando o seu partido o atirou para o lixo e aprovou um conjunto de diplomas que vai deixar tudo como antes, o quartel-general em Abrantes. O mesmo político imagina, agora, que a corrupção está mais elevada do que nunca e fica triste porque ninguém lhe liga nenhuma.

A líder do maior partido da Oposição imagina que é possível chegar ao poder sem andar por aí em festas folclóricas, em espectáculos medíocres e chega ao ponto de dizer que vai tentar falar verdade sobre os problemas do sítio e que não se pronuncia sobre assuntos que não conhece.

Um ministro deste Governo socialista imagina-se como director comercial de uma multinacional e salta de contente sempre que assina um contrato com uma empresa qualquer. O mesmo governante imagina um dia que a crise económica, financeira e social já passou e no outro imagina que o que aí vem vai ser bem pior.

Um primeiro-ministro que os indígenas elegeram em 2005 com maioria absoluta imagina que vive num sítio maravilhoso, com uma economia pujante, com um nível de vida extraordinário, com cidadãos altamente qualificados e até imagina que Angola tem um governo fabuloso, digno dos maiores elogios, que a Líbia é dirigida por um ser normal, democrático, que até escreveu em tempos um livro que só por acaso não ganhou o Nobel da Literatura e que a Venezuela tem um presidente civilizado, com os alqueires todos no sítio e que merece ser recebido várias vezes em poucos meses com gestos de grande carinho e amizade.

Um Presidente da República imagina que os seus silêncios são mais importantes do que as suas palavras e imagina que quando discursa alguém o ouve verdadeiramente com atenção. Imagina que quando fala na necessidade de se combater a corrupção ou atacar a sério os problemas da Justiça e da Educação alguém o leva verdadeiramente a sério e vai a correr preparar mais uns diplomas para indígena ver.

A alucinação, como se vê, veio para ficar. Está a tornar-se numa pandemia. Em vez de dinheiros da Europa, o sítio precisa urgentemente de uma enorme equipa de psiquiatras que o cure da doença enquanto há tempo e esperança de cura.

António Ribeiro Ferreira
[in Correio da Manhã, 28.07.2008]

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