Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

No país dos doutores

Parece que depois das notícias de ontem o pessoal aqui por estas bandas acordou com vontade de falar do assunto, e eu não sou excepção.
Fiquei impressionado com o que pude ver ontem no noticiário da SIC, não tanto pela questão das diferenças entre escolas públicas e privadas que já era de esperar. Mas sim pela noticia de uma lei qualquer que está a ser estudada, em que as crianças até aos 12 anos deixariam de reprovar e pelo facto das subida generalizada das médias a matemática.
Como é que se pode promover o ensino com a medida que a passar será a coisa mais anormal que eu já vi. Uma criança até aos 12 anos passar sempre de ano. Isto é um elogio á burrice, são as novas oportunidades para crianças que precisam de aprender.
É através da disciplina e do estudo que uma criança forma o seu carácter e toma decisões em relação ao que quer e ao que gosta, qual vai ser o estímulo de uma criança que leva a escola a sério quando vê os seus colegas a brincar na rua e os seus pais a obrigam a estudar em casa, se o resultado no final do ano é idêntico.
Isto vai de mal a pior, e eu que tinha ficado a pensar que se tinham ficado por essa pérola chamada Sistema de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências e a iniciativa novas oportunidades. Vão me desculpar mas a mim custou-me muito ter que ficar mais um ano no 12º ano para poder ter média de 18. Hoje oferecem escolaridade em troca de uma biografia barata. E os portugueses como se pode notar ficaram mais inteligentes, é vê-los a passar de portátil debaixo da mão. Agora já só falta oferecerem o curso superior para sermos o país dos doutores e engenheiros.
Não sou contra a oportunidade de pessoas que por várias razões na vida não terem estudado o suficiente e agora ser-lhes facilitado a sua escolaridade, sou contra este elogio á burrice. Que se elogie a excelência e se dê a oportunidade a cada um de aprender o que vem no programa escolar.
O mesmo se passou com a subida das notas de matemática. Não foram os alunos que estudaram ou aprenderam mais, os exames á que são mais simples mesmo a jeitos do “simplex”.
Isto deixa-me mesmo triste, como vai ser esta geração de alunos?
Deixo uma dica, troquem os professores por uns DVD’s e deixem no Play. No fim do ano vão lá e ponham outros.
É por estas razões que existe ensino privado, quem pode não quer porcaria.
publicado por peixebanana às 18:25
link do post | comentar | favorito
|

.Sobre um dia perfeito para os peixes banana

 

Um dia perfeito para os peixes banana é um blog sem cor, mas com opinião acerca de algumas questões que são importantes para todos nós. Não pretende fazer oposição a nada nem a ninguém, pretende apenas despertar os sentidos de quem pode fazer mais e melhor. Tem acesso livre e publicação de comentários que embora moderados são normalmente publicados na integra (a moderação serve exclusivamente para que se proteja a integridade pessoal da nossa gente).
Se pretender contactar o blog via email pode fazê-lo para peixebanana@sapo.pt e colocar as suas opiniões, duvidas ou participar no blog. Um dia perfeito para os peixes banana reserva-se no direito de publicar apenas o que acha válido para uma opinião responsável e construtiva.
A causa publica é a principal bandeira e existe para que através de uma opinião (que não passa disso mesmo), se possa debater um tema e assim adquirir conhecimento.
Quem não gosta do formato não veja, quem gosta sinta-se em casa, mas ambos são bem recebidos.
 
Um dia perfeito para os peixes banana

.pesquisar

 

.Março 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
12
13
14
16
17
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

 

Clarice Lispector

.arquivos

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

.favoritos

. QUARTOS-CHAMBRES-ROOMS

.links

.o tempo

eztools.com

.sobre o peixe banana

.posts recentes

. ...

. retratos

. Movimento Unidos pelo Con...

. twenty three:

. Curtas

. Moderação

. Um docinho...

. Unidos Venceremos

. Apresentação do candidato

. Modern Toss

. Era uma vez...

. more wordboner

. O curso

. Projectos do Sr. Eng. Soc...

. Sim é possivél, urinar em...

. PLANO PARA SALVAR PORTUGA...

. Word Boner

. tumblr

. Para quem ainda tinha duv...

. Viana tem mais encanto na...

Alucinações

 
Um polícia reformado imagina que uma criança inglesa morreu num trágico acidente e que o corpo foi congelado ou conservado no frio pelos pais e amigos.

Um político socialista imaginou que era possível combater a corrupção neste sítio cada vez mais mal frequentado, apresentou um pacote de medidas e ficou muito desiludido quando o seu partido o atirou para o lixo e aprovou um conjunto de diplomas que vai deixar tudo como antes, o quartel-general em Abrantes. O mesmo político imagina, agora, que a corrupção está mais elevada do que nunca e fica triste porque ninguém lhe liga nenhuma.

A líder do maior partido da Oposição imagina que é possível chegar ao poder sem andar por aí em festas folclóricas, em espectáculos medíocres e chega ao ponto de dizer que vai tentar falar verdade sobre os problemas do sítio e que não se pronuncia sobre assuntos que não conhece.

Um ministro deste Governo socialista imagina-se como director comercial de uma multinacional e salta de contente sempre que assina um contrato com uma empresa qualquer. O mesmo governante imagina um dia que a crise económica, financeira e social já passou e no outro imagina que o que aí vem vai ser bem pior.

Um primeiro-ministro que os indígenas elegeram em 2005 com maioria absoluta imagina que vive num sítio maravilhoso, com uma economia pujante, com um nível de vida extraordinário, com cidadãos altamente qualificados e até imagina que Angola tem um governo fabuloso, digno dos maiores elogios, que a Líbia é dirigida por um ser normal, democrático, que até escreveu em tempos um livro que só por acaso não ganhou o Nobel da Literatura e que a Venezuela tem um presidente civilizado, com os alqueires todos no sítio e que merece ser recebido várias vezes em poucos meses com gestos de grande carinho e amizade.

Um Presidente da República imagina que os seus silêncios são mais importantes do que as suas palavras e imagina que quando discursa alguém o ouve verdadeiramente com atenção. Imagina que quando fala na necessidade de se combater a corrupção ou atacar a sério os problemas da Justiça e da Educação alguém o leva verdadeiramente a sério e vai a correr preparar mais uns diplomas para indígena ver.

A alucinação, como se vê, veio para ficar. Está a tornar-se numa pandemia. Em vez de dinheiros da Europa, o sítio precisa urgentemente de uma enorme equipa de psiquiatras que o cure da doença enquanto há tempo e esperança de cura.

António Ribeiro Ferreira
[in Correio da Manhã, 28.07.2008]

.visitantes

Web Counters
Cheap Laptop

.subscrever feeds