Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

A nossa creche!!

Caríssimos,

Ao ler o Diagnóstico Social do concelho de Viana do Alentejo há algumas passagens que gostava de partilhar convosco.

Na questão das Infra-estruturas e respostas sociais está apontada como Fraqueza "Inexistência da resposta Creche na freguesia de Aguiar".

Na conclusão do referido Diagnóstico Social do Concelho de Viana do Alentejo lê-se e passo a transcrever: "A proximidade com a capital distrital: Évora pode contribuir, simultaneamente para atrair população para o exterior do concelho mas também para fixar população no mesmo. O que tem acontecido, sobretudo na freguesia de Aguiar, é a chegada de casais
novos que procuram casa a preços competitivos, relativamente ao mercado de Évora.
Necessitamos, portanto de criar estruturas de suporte à residência da população que permitam contribuir para a fixação permanente da mesma, possibilitando que esta contribua para o desenvolvimento económico do concelho".

A minha pergunta é a seguinte: é verdade ou mentira que vai existir uma creche em Aguiar? No caso de vir a existir uma creche em Aguiar quando é que esta abrirá?

Se vai ser preciso mais um ou dois papéis não me parece grave, gritante é o facto disso estar parado à oito anos e não existir informações para os cidadãos residentes em Aguiar.

Já agora, acho que a fotografia que apareceu no Boletim Municipal com Provedor SCM Viana do Alentejo, Sr. Presidente da Junta de Freguesia e Sr. Director do CDSS de Évora poderá retira-lhes alguma credibilidade, oxalá esteja enganado neste capítulo.

Atenciosamente. (...)

 

 

(...)Podem consultar o documento no sítio da Segurança Social, no link das Redes Sociais.
Aqui é o link para Documento:


http://195.245.197.216/CLAS/Todos/DOCS_enviados/713/2.%20Diagn%F3stico%20Social/Diagn%F3stico%20Social.pdf


A maior parte dos concelhos está mais adiantado porque já concluiram os respectivos Planos de Desenvolvimento Social (P.D.S.) encontrando-se a executar esses P.D.S., em Viana do Alentejo desconheço a existência deste documento, se alguém me sabe dizer onde eu o posso encontrar agradecia... No fundo, é como um doente ir ao Médico, este último faz o Diagnóstico e pronto, fica por aí, sem medicação, nem terapia, ou seja, uma mão vazia e uma mão cheia de nada.
No meu entendimento o principal problema do nosso Alentejo é a sangria populacional. Em termos estatísticos perdemos população diáriamente. Se não criarmos condições para fixar e até mesmo atrair população estamos condenados a desaparecer do mapa. Neste contexto, os equipamentos e respostas são essenciais.
Com a questão da creche, creio ser um problema que a população aguiarense terá de discutir, tomar decisões e responsabilizar os eleitos. As pessoas e famílias não podem estar dependentes deste ou daquele papel. Este problema tem de ser resolvido pela Comunidade, este problema não é dos outros, nem são os outros que têm de o resolver, é nosso e por isso temos de ser parte da solução e não parte do problema, como por vezes, erradamente alguns querem fazer crer.

 

 

polvorosa

 

 

editado por peixe banana

publicado por peixebanana às 11:40
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Comentário a Comentário em Viana e Tal, "A propósito passa a já agora" 28.06.2008

 

 

 

Oh Fadista, quem é afinal este peixe banana que tem a lata e o descaramento de vir práqui com perguntas destas, á laia de interrogatório.
Então não sabes que este tipo tem um blogue lá na Aguiar e que de vez enquando vai dando umas ferroadas na gente?
Sabia que há um blogue com esse nome lá na tua terra e tal como os outros, vai na volta, vão dando umas informações à população que a gente não pode permitir.
Longe vão os belos tempos, quando a gente corria com os fascistas do PS e do PSD à pedrada, mas agora nem isso podemos fazer, pois o inimigo também já está infiltrado nas nossas hostes - mal-agradecidos!
Primeiro pergunta-me se vai haver pavilhão em Aguiar e onde é que vai ser construído.
É claro que não vou responder a provocações, era o que faltava.
Como sabes Fadista, o pavilhão a ser construído, terá que ficar num sítio que se veja. É pena o largo da Igreja ser pequeno para albergar esta obra, pois seria o sítio ideal.
Deixa lá isso agora Estêvão.
Não lês, o estupor inquire com o ar mais inocente desta vida, se vai haver uma pré-escola nova em Viana. Toma, toma, um manguito ó peixinho de água doce.
E esta do PDM, o desavergonhado, com escrita escorregadia questiona “como serão as linhas do PDM”. Como a gente quiser seu …. . Fala baixo Estêvão, que o pessoal da Câmara ouve-te aos berros e começa a pensar que nós também andamos desavindos. Fadista, tem calma e bola baixa, senão voltas para a empresa de onde vieste e acaba-se o descanso e vida boa.
Ai Ai Ai vê a lata deste tipo O Penetra vai mesmo ser o candidato – SÓ POR CIMA DO MEU CADÁVER É QUE ESSE FEDELHO ME VAI PASSAR A PERNA. Cresça e apareça!
Bota-te tranquilo Estêvão, não te exaltes que vai passando um carro junto ao tanque da barca e as pessoas começam a olhar para trás com o barulho que tu fazes.
Então e esta da equipa maravilha – que lata . Tá a falar daquele ortodoxo comunista do Diamantino. Se calhar quer vir para cá assessorar-me. Que grande burgesso me saiu este banana, oh Fadista.
E esta pergunta ultrapassa a pouca paciência que vou tendo - Continua a ser comunista? Agarra-me Fadista se não eu vou à pilha do gajo e esfolo-o.
Estou farto dos fulanos da concelhia andarem sempre a fazerem-me a mesma pergunta, só faltava mais este.
Tenho que voltar novamente a dizer a estes ingratos do PCP, que tenho levado ao colo ao longo de quatro mandatos, e a este rapazola do peixe banana que SOU DA CDU VIANA, S.A.

Objectiva indiscreta

publicado por peixebanana às 10:17
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Domingo, 29 de Junho de 2008

Boas noticias

 

 
A EDP veio já assegurar que os custos com as dívidas incobráveis da electricidade que vão passar a ser pagos por todos os consumidores, podem ser trocados por vales de compras a descontar em produtos de um catálogo que em breve será disponibilizado.

As Edições Pirata apresentam aqui, em primeira mão, um desses produtos:

 

editado por peixe banana

publicado por peixebanana às 05:07
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Sábado, 21 de Junho de 2008

Sai uma escola!!!

 

Caríssimos pais e mães das crianças do jardim de infância de Viana do Alentejo, finalmente os nossos munícipes vão fazer jus ao silêncio e inoperância que têm tido para com o Jardim de infância de Viana do Alentejo, todos estes anos a hipotecar a qualidade de vida escolar das nossas crianças e dos seus professores tiveram o seu culminar numa reunião na DRE alentejo, pelo que se sabe através de um sistema elaborado de escuta utilizado neste blogue que consiste em duas latas abertas unidas por uma corda de sisal, há financiamento para a sua execução, com um pequeno senão:
 
- O projecto tem de ser candidatado em 15 dias e não existe projecto.
 
E agora perguntam vocês, e o que é que eles vão fazer?
 
E eu respondo: -  com um método ainda mais sofisticado que consiste no mesmo sistema só que com uma corda de nylon, consegui apurar que a Câmara Municipal de Évora tem para lá uns projectos de escolas que por acaso é mesmo o que se tinha pensado para Viana. Até parece mentira, veio-me logo á ideia que a Câmara Municipal de Évora quando quer fazer algo recorre á espionagem industrial para roubar estas ideias brilhantes aos nossos munícipes e depois é só mandar fazer no gabinete dos amigos.
 
Bem, neste momento pelo que ouvi, trata-se apenas de uma negociação para se adquirir os direitos do projecto.
Resta saber se o terreno onde irá ser implantado tem dimensão suficiente e se realmente o projecto se adequa á realidade de Viana do Alentejo.
 
Nota 1 – Esta notícia carece de confirmação, caso não se venha a comprovar deve-se ao facto de se ter falado em código ou uma anomalia no elaborado sistema de escuta.
 
Peixe banana sempre á escuta
publicado por peixebanana às 19:26
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mea culpa!!

Um dia perfeito para os peixes banana também erra como os outros, se leu o post anterior, agradeço que não faça caso, por motivos provavelmente de ligação nunca consegui aceder ao serviço em questão, no entanto hoje dia 21 de junho de 2008 fui informado por um anónimo do erro cometido ao publicar um post enganador.

 

Por este facto, apresento as minhas mais sinceras desculpas.

 

O post anterior "o nosso choque técnologico" vai apenas ficar online o tempo necessário para que este desmentido faça sentido.

 

 

grato pela atenção

 

peixe banana

publicado por peixebanana às 01:43
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

O nosso choque técnologico

 

 

 

 

Viana do Alentejo, 19 de Junho de 2008, este nome bem poderia ser o nome de um filme futurista, em que nesse ano de 2008 já haveria recurso generalizado a um computador pela maior parte dos comuns mortais, poderiamos efectuar pagamentos a partir de casa, fazer compras, ver filmes, contactar em tempo real com pessoas distantes, enviar e receber documentos em questões de segundos, jogar com outras pessoas que residem no outro lado do mundo, apostar na bolsa online, etc, etc...

 

E se conseguissemos poderiamos também ter acesso aos regulamentos (será que há regulamentos?) e ás actas em que se decide o futuro de um concelho bem como ás actas de reuniões da cmva.

 

Os links estão lá, mas acho que se esqueceram de lhes fornecer conteudo ou terá sido um virus do futuro?

publicado por peixebanana às 18:31
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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Mais um insólito CMVA

 

 

 

 

 

Por estranho que pareça sempre que tento aceder á pagina de um dia perfeito para os peixes banana bem como ao viana e tal, uma janela de login da camara municipal de viana do alentejo interrompe o processo pedindo-me uma password e um nome de utilizador. Não sei como isto pode acontecer, será que alguém me pode explicar este fenómeno??

 

peixe banana

publicado por peixebanana às 19:43
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Terça-feira, 17 de Junho de 2008

A minha rua a concelho!!!!

"A sede do Concelho para Alcáçovas já! Não pelo vastíssimo património, que Alcáçovas tem, ou por estar mais bem cuidada, que está, mas por, e isso sim, ter uma alma comunitária que não existe em Viana. É impensável, nesta terra ver as pessoas porem de lado as suas questiúnculas a favor do interesse comum, mesmo que com isso, estejam a hipotecar o futuro dos seus filhos. O que nos falta em espírito de corpo, sobra-nos em egoísmo, já António Isidoro de Sousa foi vítima disso.

Mas que não se pense que ao longo dos anos Alcáçovas tenha perdido alguma coisa por a sede do município estar aqui. Sempre assegurou vereadores fortes, dedicados quase exclusivamente à promoção dos interesses da sua comunidade. Viana tem este presente envenenado que é a Câmara mas não tem quem cuide dela. Na realidade temos sido reféns dos votos de Alcáçovas que, no momento da verdade, põe as nada importantes questões partidárias de lado e vota sempre, de forma a garantir um vereador com forte poder negocial.

Esta lógica de gestão impediu a criação e prossecução das imprescindíveis grandes linhas de orientação, necessariamente ultrapassando os ciclos de quatro anos.
Mas que ninguém cante vitória, nesta história não há vencedores, só vencidos. No conjunto todo o Concelho foi fortemente lesado. Basta olhar à nossa volta para ver como deixámos passar ao lado oportunidades que outros agarraram, oportunidades que provavelmente não se voltarão a colocar no nosso caminho.

Aguiar com o seu recente crescimento demográfico irá alterar num futuro não muito distante, como já muitos perceberam, a relação de forças actualmente existente no Concelho. Pena é que, como Lúcia de Jesus diz, seja numa altura em que a Autarquia esteja endividada e falida.
Em vez de se gastar o pouco que nos resta da capacidade de endividamento em monumentos de betão para perpetuar a vaidade de quem nos tem administrado, talvez não fosse má ideia pararmos um pouco, todos, e pensarmos no que queremos. Não para nós, mas para os nossos filhos!"

Cristal de Alcobaça in comentários a Transferência in Viana e Tal.

 

 

Caro Cristal de Alcobaça, no seguimento do seu raciocinio proponho que o meu bairro passe a ser sede de freguesia exactamente pelas mesmas razões que vossa exelência invoca para as Alcaçovas.

 

Não esquecendo que Aguiar ao contrário do que acontece em Alcaçovas e como sua exelência referere em relação ás qustões de crescimento demográfico tem no meu entender mais condições para tal. Mas como continuo a achar que isto é uma brincadeira se calhar é melhor termos um bocadinho de respeito pelos outros.

 

Viana é sede de concelho por mérito próprio, para além de ter uma posição central no concelho. E as Alcaçovas estão bem servidas no que diz respeito á proximidade autarquica.

 

Os bons governantes, são bons tanto em Alcaçovas, Viana ou Aguiar, pessoalmente acho que está a menosprezar o povo de Viana quando o que quis foi menosprezar os politicos que têm assento na autarquia.

 

Somos pequenos em tamanho e número e com questões tão patetas como esta como poderemos crescer ?

 

peixebanana

publicado por peixebanana às 02:06
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Mesmo que a crise não dê para os encher...

 
 

proliferam por aí saquinhos destes:

 

 

Imagem: via Rosamármore

 

roubado a http://31daarmada.blogs.sapo.pt/ editado por peixebanana

 

publicado por peixebanana às 01:43
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Pensamento do dia

 

 

«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.»

 
Eça de Queiroz

publicado por peixebanana às 22:35
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Domingo, 8 de Junho de 2008

Bravo Viriatos!

 

 

 

O país parou, o euro 2008 começou e Portugal ganhou o jogo inaugural do seu grupo frente á Turquia. De repente tudo mudou, o povo ficou alegre e saiu á rua esquecendo por uma noite todo o sufoco que têm sido estes últimos anos com especial ênfase para os últimos meses. - Bravo Viriatos!  

 
Bravo por nos fazerem esquecer que estamos na cauda da Europa a enfrentar a maior crise que há memória desde o 25 de Abril de 1974, bravo por nos fazerem esquecer que estamos todos endividados e quem não está, para lá caminha, bravo por nos fazerem esquecer que os combustíveis aumentaram de uma forma absolutamente ridícula, bravo por nos fazerem esquecer o desemprego crescente, bravo por nos fazerem esquecer as mentiras sucessivas de um governo autista, bravo por nos fazerem esquecer que no ano 2008 há mais pobres em Portugal, bravo por nos fazerem esquecer que há gente a passar fome em Portugal, bravo, bravo, bravo…
 
Como é bom ver que Portugal tem sucesso quando há investimento económico e humano, a selecção nacional é disso um exemplo perfeito ao contrario do que acontece em praticamente todos os sectores económicos do pais. A Galp, o grupo PT com a TMN, a Sonae com os Modelos e os Continentes e a banca dão uma ajudinha, aliam-se ao triunfo, que imagem bonita para se ver lá fora, onde milhares de portugueses fugidos daqui deliram por terem perto deles a única coisa que se podem orgulhar.
 
Que bonito é ver o Sr. Presidente da Republica fazer uma recepção á selecção quando não ouve mais ninguém, espero que tenha informado o Sr. Primeiro Ministro das boas maneiras que têm os jogadores ao contrario dos pescadores que tiveram que acabar com a greve para não morrerem de fome a troco de mais uma promessa, uma linha de crédito!!! É mesmo disso é que estamos a precisar!
 
Bem hajam Viriatos, continuem na senda das vitórias, mostrem que o povo português quando bem tratado consegue obter bons resultados.
publicado por peixebanana às 22:54
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

O ranço Salazarista

b.bastos@netcabo.pt

 

Cada vez mais nos afastamos uns dos outros. Trespassamo-nos sem nos ver. Caminhamos nas ruas com a apática indiferença de sequer sabermos quem somos. Nem interessados estamos em o saber. Os dias deixaram de ser a aventura do imprevisto e a magia do improviso para se transformarem na amarga rotina do viver português e do existir em Portugal.

 

Deixámos cair a cultura da revolta. Não falamos de nós. Enredamo-nos na futilidade das coisas inúteis, como se fossem o atordoamento ou o sedativo das nossas dores. E as nossas dores não são, apenas, d'alma: são, também, dores físicas.

 

Lemos os jornais e não acreditamos. Lemos, é como quem diz – os que lêem. As televisões são a vergonha do pensamento. Os comentadores tocam pela mesma pauta e sopram a mesma música. Há longos anos que a análise dos nossos problemas está entregue a pessoas que não suscitam inquietação em quem os ouve. Uma anestesia geral parece ter sido adicionada ao corpo da nação.

 

Um amigo meu, professor em Lille, envia-me um email. Há muitos anos, deixou Portugal. Esteve, agora, por aqui. Lança-me um apelo veemente e dorido: 'Que se passa com a nossa terra? Parece um país morto. A garra portuguesa foi aparada ou cortada por uma clique, espalhada por todos os sectores da vida nacional e que de tudo tomou conta. Indignem-se em massa, como dizia o Soares.'

 

Nunca é de mais repetir o drama que se abateu sobre a maioria. Enquanto dois milhões de miúdos vivem na miséria, os bancos obtiveram lucros de 7,9 milhões por dia. Há qualquer coisa de podre e de inquietantemente injusto nestes números. Dir-se-á que não há relação de causa e efeito. Há, claro que há. Qualquer economista sério encontrará associações entre os abismos da pobreza e da fome e os cumes ostensivos das riquezas adquiridas muitas vezes não se sabe como.

 

Prepara-se (preparam os 'socialistas modernos' de Sócrates) a privatização de quase tudo, especialmente da saúde, o mais rendível. E o primeiro-ministro, naquela despudorada 'entrevista' à SIC, declama que está a defender o SNS! O desemprego atinge picos elevadíssimos. Sócrates diz exactamente o contrário. A mentira constitui, hoje, um desporto particularmente requintado. É impossível ver qualquer membro deste Governo sem ser assaltado por uma repugnância visceral. O carácter desta gente é inexistente. Nenhum deles vai aos jornais, às Televisões e às Rádios falar verdade, contar a evidência. E a evidência é a fome, a miséria, a tristeza do nosso amargo viver; os nossos velhos a morrer nos jardins, com reformas de não chegam para comer quanto mais para adquirir remédios; os nossos jovens a tentar a sorte no estrangeiro, ou a desafiar a morte nas drogas; a iliteracia, a ignorância, o túnel negro sem fim.

 

Diz-se que, nas próximas eleições, este agrupamento voltará a ganhar. Diz-se que a alternativa é pior. Diz-se que estamos desgraçados. Diz um general que recebe pressões constantes para encabeçar um movimento de indignação. Diz-se que, um dia destes, rebenta uma explosão social com imprevisíveis consequências. Diz a SEDES, com alguns anos de atraso, como, aliás, é seu timbre, que a crise é muito má. Diz-se, diz-se.

 

Bem gostaríamos de saber o que dizem Mário Soares, António Arnaut, Manuel Alegre, Ana Gomes, Ferro Rodrigues (não sei quem mais, porque socialistas, socialistas, poucos há) acerca deste descalabro. Não é só dizer: é fazer, é agir. O facto, meramente circunstancial, de este PS ter conquistado a maioria absoluta não legitima as atrocidades governamentais, que sobem em escalada. O paliativo da substituição do sinistro Correia de Campos pela dr.ª Ana Jorge não passa de isso mesmo: paliativo. Apenas para toldar os olhos de quem ainda deseja ver, porque há outros que não vêem porque não querem.

 

A aceitação acrítica das decisões governamentais está coligada com a cumplicidade. Quando Vieira da Silva expõe um ar compungido, perante os relatórios internacionais sobre a miséria portuguesa, alguém lhe devia dizer para ter vergonha. Não se resolve este magno problema com a distribuição de umas migalhas, que possuem sempre o aspecto da caridadezinha fascista. Um socialista a sério jamais procedia daquele modo. E há soluções adequadas. O acréscimo do desemprego está na base deste atroz retrocesso.

 

Vivemos num país que já nada tem a ver com o País de Abril. Aliás, penso, seriamente, que pouco tem a ver com a democracia. O quero, posso e mando de José Sócrates, o estilo hirto e autoritário, moldado em Cavaco, significa que nem tudo foi extirpado do que de pior existe nos políticos portugueses. Há um ranço salazarista nesta gente. E, com a passagem dos dias, cada vez mais se me acentua a ideia de que a saída só reside na cultura da revolta.

 

 

Baptista Bastos

 

editado por peixe banana

 

publicado por peixebanana às 12:55
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Uma agradavel surpresa!

 

Neste momento encontra-se em fase de revisão o principal instrumento de gestão do território concelhio, designado por Plano Director Municipal de Viana do Alentejo. À semelhança de outros trabalhos executados pela maioria CDU, quando chegar o momento, como coelho saído da cartola, irá ser apresentado o resultado final dessa revisão, sem que previamente tivesse havido o mínimo de debate ou participação da população.


Ou será que irei ficar agradavelmente surpreendido?


É claro que no processo de revisão do PDM vai haver um período de consulta pública obrigatório por Lei, mas numa fase, em que na prática, para quem queira alterar o caminho já traçado, já pouco ou nada irá modificar


É nas revisões dos planos directores municipais que muitas vezes se cruzam interesses obscuros. Esperamos que isso não se venha a verificar, no entanto vamos estar atentos.
Deixo aqui um link da Câmara Municipal de Sines de maioria CDU, também em processo de elaboração da revisão do Plano Director Municipal.


Para quem quiser perder um pouco de tempo, veja a diferença.

http://www.sines.pt/PT/Viver/Urbanismo/revisaopdm/Paginas/default.aspx

José Luís Potes Pacheco

 

 

Comentário ao post "Trabalho, honestidade e competência!" em 04.06.2008

publicado por peixebanana às 01:05
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Domingo, 1 de Junho de 2008

Trabalho, honestidade e competência!

Não querendo avaliar o que a Câmara de Viana fez ou deixou por fazer em Aguiar, a “Eleitora para Breve”, refere que a Autarquia sempre acaba por ter feito alguma coisa. Eu acrescentaria que é preciso fazer mais mas, apesar de tudo, Aguiar é ainda o que de melhor temos no nosso concelho em termos urbanísticos. Quem ali passa há muitos anos, ainda consegue reconhecer aquela terra. Não sendo perita nestas matérias, parece-me que as novas construções não descaracterizaram significativamente a sua identidade, pois o facto da expansão urbana ficar visualmente, em grande parte, destacada da “acrópole” e por isso não assumir posição de relevo, tal como acontece em Viana, não abafa a antiga Aguiar. Sabemos também que o crescimento urbano de Aguiar se deve em grande medida à iniciativa dos privados, há que reconhecê-lo.
A Câmara fazendo muito ou pouco nas outras freguesias, quando põe as mãos à obra, ou não intervêm nos locais mais degradados ou executa muito mal o que acaba. Cito apenas o exemplo das pavimentações. Quanto ao resto, que já é tarde, vou ainda referir-me ao que é visionado quando se entra na sede do concelho:

• Quem chega, vindo pela Aguiar é um consolo ser recebido por aquele atractivo muro cheio de informação relevante;
• Quem chega, pelo lado de Portel.., deixo essa entrada da Vila para quem quiser comentar;
• Quem vem por Alcáçovas é premiado, antes de entrar em Viana, por uma paisagem bucólica de postal ilustrado. Entretanto, para obviar a esse contratempo exógeno, a Câmara compensa os visitantes com um belíssimo estaleiro que ombreia como os melhores parques de sucata existentes por essa Europa fora. Essa bela infra-estrutura serve como compensação aos turistas, já aborrecidos por não terem fechado as janelas e cortinas da camioneta, ouvindo-se frequentemente, estás perdoada “Todo o Sol do Alentejo”;
• Vindo pelo lado de Vila Nova somos presenteados pela lixeira/entulheira municipal, já em colapso, obra do terceiro mandato, efectuada após o enceramento da lixeira que possuíamos entre a estação e a ribeira. Com esta obra constata-se, mais uma vez que a força da engenharia consegue modelar a paisagem, isto porque não é só junto à costa que se faz obra que se veja.

Convêm realçar que nem tudo é assim tão mau, pois vamos ter umas piscinas novas em Alcáçovas, umas piscinas cobertas em Viana e finalmente um pavilhão gimnodesportivo em Aguiar. Para que essas obras possam estar concluídas e inauguradas antes das próximas eleições, está empenhado e em pleno funcionamento todo o executivo camarário.
Perante esta realidade temos que dar mérito às pessoas que lá estão, pois para que estas obras possam ser concretizadas, andou-se a poupar durante estes três últimos anos naquilo que não era essencial, amealhou-se uns dinheiritos e, com mais uns milhões de Euros pedidos à Caixa, para começar a pagar só no próximo mandato, consegue-se resolver de uma assentada os problemas dos munícipes. Não é só no crédito automóvel que a gente leva o carro em Janeiro e começa só a pagar em Junho.
É por estas e por outras que assenta muito bem nestes autarcas a frase, trabalho, honestidade e competência. Será?
Para que não seja mal interpretada, quanto à honestidade em sentido estrito, acredito sinceramente, que os nossos autarcas sejam pessoas honestas.

Carlota Fialho

 

comentário ao post (como qualifica o trabalho dos nossos autarcas? (fim da votação) em 01.06 .2008

publicado por peixebanana às 02:42
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.Sobre um dia perfeito para os peixes banana

 

Um dia perfeito para os peixes banana é um blog sem cor, mas com opinião acerca de algumas questões que são importantes para todos nós. Não pretende fazer oposição a nada nem a ninguém, pretende apenas despertar os sentidos de quem pode fazer mais e melhor. Tem acesso livre e publicação de comentários que embora moderados são normalmente publicados na integra (a moderação serve exclusivamente para que se proteja a integridade pessoal da nossa gente).
Se pretender contactar o blog via email pode fazê-lo para peixebanana@sapo.pt e colocar as suas opiniões, duvidas ou participar no blog. Um dia perfeito para os peixes banana reserva-se no direito de publicar apenas o que acha válido para uma opinião responsável e construtiva.
A causa publica é a principal bandeira e existe para que através de uma opinião (que não passa disso mesmo), se possa debater um tema e assim adquirir conhecimento.
Quem não gosta do formato não veja, quem gosta sinta-se em casa, mas ambos são bem recebidos.
 
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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

 

Clarice Lispector

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Alucinações

 
Um polícia reformado imagina que uma criança inglesa morreu num trágico acidente e que o corpo foi congelado ou conservado no frio pelos pais e amigos.

Um político socialista imaginou que era possível combater a corrupção neste sítio cada vez mais mal frequentado, apresentou um pacote de medidas e ficou muito desiludido quando o seu partido o atirou para o lixo e aprovou um conjunto de diplomas que vai deixar tudo como antes, o quartel-general em Abrantes. O mesmo político imagina, agora, que a corrupção está mais elevada do que nunca e fica triste porque ninguém lhe liga nenhuma.

A líder do maior partido da Oposição imagina que é possível chegar ao poder sem andar por aí em festas folclóricas, em espectáculos medíocres e chega ao ponto de dizer que vai tentar falar verdade sobre os problemas do sítio e que não se pronuncia sobre assuntos que não conhece.

Um ministro deste Governo socialista imagina-se como director comercial de uma multinacional e salta de contente sempre que assina um contrato com uma empresa qualquer. O mesmo governante imagina um dia que a crise económica, financeira e social já passou e no outro imagina que o que aí vem vai ser bem pior.

Um primeiro-ministro que os indígenas elegeram em 2005 com maioria absoluta imagina que vive num sítio maravilhoso, com uma economia pujante, com um nível de vida extraordinário, com cidadãos altamente qualificados e até imagina que Angola tem um governo fabuloso, digno dos maiores elogios, que a Líbia é dirigida por um ser normal, democrático, que até escreveu em tempos um livro que só por acaso não ganhou o Nobel da Literatura e que a Venezuela tem um presidente civilizado, com os alqueires todos no sítio e que merece ser recebido várias vezes em poucos meses com gestos de grande carinho e amizade.

Um Presidente da República imagina que os seus silêncios são mais importantes do que as suas palavras e imagina que quando discursa alguém o ouve verdadeiramente com atenção. Imagina que quando fala na necessidade de se combater a corrupção ou atacar a sério os problemas da Justiça e da Educação alguém o leva verdadeiramente a sério e vai a correr preparar mais uns diplomas para indígena ver.

A alucinação, como se vê, veio para ficar. Está a tornar-se numa pandemia. Em vez de dinheiros da Europa, o sítio precisa urgentemente de uma enorme equipa de psiquiatras que o cure da doença enquanto há tempo e esperança de cura.

António Ribeiro Ferreira
[in Correio da Manhã, 28.07.2008]

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