Domingo, 28 de Setembro de 2008

O PRECONCEITO SOCIAL E A ESPIRAL DO SILÊNCIO

recebido por email

 

Peixe banana, muitos parabéns pela forma civilizada como tem respondido a alguns comentários, onde muitas vezes é visado perfidamente por serviçais blogosféricos, também em versão “Botox/Maria”, dirigidos por um incompetente conselho de redacção.
Ao mínimo sinal de perigo, essa minoritária oligarquia, pega nas suas bandeiras de contrafacção e instigam na comunidade, o perigoso fantasma do preconceito social.
 
Os alvos são conhecidos: os “líderes de opinião” oposicionista a este executivo camarário, mas sobretudo aquelas criaturas que, obstaculizando o pensamento único, transmitem as suas ideias, através da dinâmica de alguns blogues (consequência mais recente da revolução tecnológica), os únicos veículos de comunicação social concelhia que vão quebrando, parcialmente, aqui ou ali, a espiral do silêncio de propaganda do sistema instituído.
 
 
“O termo Espiral do Silêncio foi utilizado pela pesquisadora alemã Noelle-Neumann, para descrever o mecanismo psicológico em que os indivíduos tendem a seguir as opiniões dos outros, até que uma opinião se estabeleça como atitude prevalecente, enquanto as outras opiniões isoladas são rejeitadas por todos.
Essa Teoria defende que os indivíduos buscam a relação social através da observação da opinião geral e procuram expressar-se dentro dos parâmetros da maioria para não caírem no isolamento, MESMO NÃO ESTANDO DE ACORDO… ajuda a manter o status quo, consolidando os valores da classe dominante, formando a nossa percepção da realidade” (1)
 
Fomentar o preconceito social, conduz-nos à discriminação, à marginalização e em último caso à violência, quando afinal esta patologia é apoiada unicamente na aparência e na empatia.
Os preconceituosos, tal como os predadores, tentam “abater as suas vítimas” a menos que estas últimas se transfigurem como sendo membros da tribo persecutória.
 
Para reflexão, copio uma parte do texto de Sérgio Ribeiro, economista e membro do Comité Central do Partido Comunista Português, publicado em http://www.pcp.pt/avante/1264/6403h2.html
 
“AINDA SOBRE NÓS, COMUNISTAS E O NOSSO PAPEL E LUGAR – TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS
 
“.. Retomando o fio desta intrincada meada, o que quereria deixar claro é que, vindo cada um de seu canto, fazendo cada um o seu caminho, sendo por isso todos diferentes, vamos chegando a caminhos cada vez mais colectivos, aí nos encontrando todos iguais. Naturalmente que quem nasceu e cresceu no meio de livros e leituras, quem na sua vida profissional, aquela em que somos obrigados a vender tempo nosso para dispor de um salário ao fim do mês, tem uma prática quotidiana de leitura e de escrita, terá, perante as situações, uma atitude diferente da do camarada que o primeiro contacto que teve com letras foi nos livros escolares, conviveu meteoricamente com eles porque a escola foi passagem rápida para a vida de trabalho, para aquela vida em que somos obrigados a vender tempo nosso para dispor de um salário ao fim do mês e em que, no caso dele, os livros e leituras estão ausentes (salvo a dos jornais desportivos que impedem o regresso ao analfabetismo). No entanto, sendo diferente, pode ser igual, e quase sempre é mais, na determinação de transformar a realidade, de a mudar para ser dela o centro, o meio e o fim.
Não é um culto e o outro inculto. Têm culturas diferentes, como fruto de vivências diferentes, e, se estão no mesmo caminho de colectivos colectivizando-se, deverão procurar complementá-las e potenciá-las.”
 
Infelizmente já pouca gente liga a estes e outros princípios ideológicos democráticos, chave mestra na condução dos nossos destinos colectivos.
Por isso mesmo, só por si, o científico Marketing político mercantilista, não conseguirá encapotar todas as deficiências dos produtos postos à disposição dos consumidores.
 
(1)   http://ceutagecomceut.blogspot.com/2008/05/espiral-do-silncio-e-o-controle-de.html
Neste parágrafo apenas foram retirados alguns “brasileirismos” do texto original e destacadas palavras em letras maiúsculas.
 
José Luís Potes Pacheco
publicado por peixebanana às 01:02
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2 comentários:
De Gabriel a 6 de Janeiro de 2010 às 20:37
O "fenômeno" da opinião pública é muito mais visível e latente após os anos 60, década na qual a concentração das empresas de mídia nas mãos de poucas pessoas, geralmente devotas do pensamento fabiano criou uma falsa impressão de legitimidade e uniformidade sobre o que era veiculado nos meios de comunicação ocidentais. As velhas táticas de desinformação ou a mera interpretação ideológica da realidade pautada nos seguintes termos: "indústria cultural", "sociedade midiática do espetáculo", trazidas ao debate pela Escola de Frankfurt são hipérboles que não dão conta do cenário atual. A convergência do show business aliada à tomada de espaços no cenário da mídia, para além de outros fatores, como a estrutura educacional representam o triunfo do desconstrucionismo e o pragmatismo na linguagem informativa e expositiva, o que, num período de 20 a 30 anos deteriora a sensibilidade perceptiva das pessoas. Eis a espiral do silêncio!
De Joao Vitor a 29 de Maio de 2010 às 20:36
ok, até que estava interessante seu post, mas depois da retirada dos "brasileirimos", você se contradisse completamente.

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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

 

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Alucinações

 
Um polícia reformado imagina que uma criança inglesa morreu num trágico acidente e que o corpo foi congelado ou conservado no frio pelos pais e amigos.

Um político socialista imaginou que era possível combater a corrupção neste sítio cada vez mais mal frequentado, apresentou um pacote de medidas e ficou muito desiludido quando o seu partido o atirou para o lixo e aprovou um conjunto de diplomas que vai deixar tudo como antes, o quartel-general em Abrantes. O mesmo político imagina, agora, que a corrupção está mais elevada do que nunca e fica triste porque ninguém lhe liga nenhuma.

A líder do maior partido da Oposição imagina que é possível chegar ao poder sem andar por aí em festas folclóricas, em espectáculos medíocres e chega ao ponto de dizer que vai tentar falar verdade sobre os problemas do sítio e que não se pronuncia sobre assuntos que não conhece.

Um ministro deste Governo socialista imagina-se como director comercial de uma multinacional e salta de contente sempre que assina um contrato com uma empresa qualquer. O mesmo governante imagina um dia que a crise económica, financeira e social já passou e no outro imagina que o que aí vem vai ser bem pior.

Um primeiro-ministro que os indígenas elegeram em 2005 com maioria absoluta imagina que vive num sítio maravilhoso, com uma economia pujante, com um nível de vida extraordinário, com cidadãos altamente qualificados e até imagina que Angola tem um governo fabuloso, digno dos maiores elogios, que a Líbia é dirigida por um ser normal, democrático, que até escreveu em tempos um livro que só por acaso não ganhou o Nobel da Literatura e que a Venezuela tem um presidente civilizado, com os alqueires todos no sítio e que merece ser recebido várias vezes em poucos meses com gestos de grande carinho e amizade.

Um Presidente da República imagina que os seus silêncios são mais importantes do que as suas palavras e imagina que quando discursa alguém o ouve verdadeiramente com atenção. Imagina que quando fala na necessidade de se combater a corrupção ou atacar a sério os problemas da Justiça e da Educação alguém o leva verdadeiramente a sério e vai a correr preparar mais uns diplomas para indígena ver.

A alucinação, como se vê, veio para ficar. Está a tornar-se numa pandemia. Em vez de dinheiros da Europa, o sítio precisa urgentemente de uma enorme equipa de psiquiatras que o cure da doença enquanto há tempo e esperança de cura.

António Ribeiro Ferreira
[in Correio da Manhã, 28.07.2008]

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