Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

O prémio VALOR SUL 2009



(...)Na minha opinião, ainda estamos acerca de um ano do término deste mandato – “Oh Tempo Volta P´ra Trás”.
Sejamos justos porque ainda falta algum tempo, vamos ver até ao último dia a lista do que vai sendo feito, de acordo com as promessas, e no final façamos então o devido balanço.

Quanto àquela primeira parte do programa eleitoral autárquico:

1 – CDU – A FORÇA DA DIFERENÇA
É para perdoar e esquecer, porque em tempo de guerra não se limpam armas, aquilo na verdade também não fazia parte do programa, pois toda a gente sabia, e isso foi amplamente discutido democraticamente com todos nós.
Aquelas belas propostas foram apenas colocadas para embelezar aquele papel azul – não é por aí que os podemos acusar de incumprimento porque, repito, todos sabíamos que aquilo era só para turista ver e todos concordámos em pregar uma partida aos espertinhos que lessem o programa.

Relativamente às vulgarmente designadas obras e planeamento, o inverno é tempo de empreendedorismo, a altura do ano ideal de arranque dessas acções, dirigidas sob comando militar.
Como se fosse um batalhão de engenharia em tempo de crise, não são admitidos plenários nas unidades militares de obra por fazer.
Tal como se passou no pós-25 de Abril, ficou demonstrado que tais práticas só enfraqueceram a eficácia das forças progressistas aquarteladas.
Alguma preocupação reina no executivo, pois o nosso clima ultimamente seco neste período pode ficar muito chuvoso, a enxurrada formada pode arrastar aquele imenso equipamento importado da China, através do Xarrama e desaguar ao longo das margens do Sado. O Presidente de Grândola e de Alcácer, alertados pela população daquela dádiva do rio, pescam em benefício daqueles concelhos as ferramentas motrizes que a água providencial arrastou.

Alguém pensa no concelho de Viana que se pode ganhar uma corrida de 100 m, em alta competição, partindo com 1 segundo de atraso?
Como diz o povo, andaram a dormir a sesta e agora nem de mota conseguem lá chegar.

Como sugestão: estamos em tempos de “vacas magras”, porque os anéis da autarquia “já lá vão indo por esses campos fora” e com tanta promessa adiada só se a Câmara ganhar o euromilhões o que é muito difícil – às vezes os milagres acontecem inesperadamente, quem sabe.

Assim, aceitem a sugestão dos mais pragmáticos de entre vós, aproveitem o mesmo programa eleitoral dos boletins das eleições 2005-2009, calculo que devem ter sobrado alguns, mudem-lhes as datas para 2009-2013 e fica o referido programa eleitoral perfeitamente actual para as próximas eleições.

Aqui está o verdadeiro ovo de Colombo, o inatingível jornal de hoje e de amanhã – neste caso o programa eleitoral da CDU-VIANA ganhará o prémio VALOR SUL 2009. (...)

 

enviado por anónimo editado por peixe banana

publicado por peixebanana às 11:52
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Alucinações

 
Um polícia reformado imagina que uma criança inglesa morreu num trágico acidente e que o corpo foi congelado ou conservado no frio pelos pais e amigos.

Um político socialista imaginou que era possível combater a corrupção neste sítio cada vez mais mal frequentado, apresentou um pacote de medidas e ficou muito desiludido quando o seu partido o atirou para o lixo e aprovou um conjunto de diplomas que vai deixar tudo como antes, o quartel-general em Abrantes. O mesmo político imagina, agora, que a corrupção está mais elevada do que nunca e fica triste porque ninguém lhe liga nenhuma.

A líder do maior partido da Oposição imagina que é possível chegar ao poder sem andar por aí em festas folclóricas, em espectáculos medíocres e chega ao ponto de dizer que vai tentar falar verdade sobre os problemas do sítio e que não se pronuncia sobre assuntos que não conhece.

Um ministro deste Governo socialista imagina-se como director comercial de uma multinacional e salta de contente sempre que assina um contrato com uma empresa qualquer. O mesmo governante imagina um dia que a crise económica, financeira e social já passou e no outro imagina que o que aí vem vai ser bem pior.

Um primeiro-ministro que os indígenas elegeram em 2005 com maioria absoluta imagina que vive num sítio maravilhoso, com uma economia pujante, com um nível de vida extraordinário, com cidadãos altamente qualificados e até imagina que Angola tem um governo fabuloso, digno dos maiores elogios, que a Líbia é dirigida por um ser normal, democrático, que até escreveu em tempos um livro que só por acaso não ganhou o Nobel da Literatura e que a Venezuela tem um presidente civilizado, com os alqueires todos no sítio e que merece ser recebido várias vezes em poucos meses com gestos de grande carinho e amizade.

Um Presidente da República imagina que os seus silêncios são mais importantes do que as suas palavras e imagina que quando discursa alguém o ouve verdadeiramente com atenção. Imagina que quando fala na necessidade de se combater a corrupção ou atacar a sério os problemas da Justiça e da Educação alguém o leva verdadeiramente a sério e vai a correr preparar mais uns diplomas para indígena ver.

A alucinação, como se vê, veio para ficar. Está a tornar-se numa pandemia. Em vez de dinheiros da Europa, o sítio precisa urgentemente de uma enorme equipa de psiquiatras que o cure da doença enquanto há tempo e esperança de cura.

António Ribeiro Ferreira
[in Correio da Manhã, 28.07.2008]

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