Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Alcatroeiros!!

 

 

 

 

Aguiar sempre foi uma freguesia pobre, sem muitos predicados no que diz respeito ao património arquitectónico. Estrategicamente foi sempre um ponto de passagem e nunca de fixação de populações, até á bem pouco tempo. Quando a CMVA fez alguma coisa para alterar esta politica, mesmo sem criar pólos de atracção, limitando-se a abrir espaço de edificação pouco tempo teve de esperar. O espaço foi ocupado com muita rapidez, a iniciativa privada investiu alguns milhões na freguesia e num par de anos tivemos um crescimento populacional relevante, não sei se existem registos, mas pelos menos 100 novos habitantes, o que num local onde residiam 699 é um acréscimo muito significativo, depois sentaram-se á espera, fizeram umas festas da primavera, e umas comemorações do 25 de Abril. A pedido de muitas famílias arranjaram e dotaram a pré escola de melhores condições (desde há muitos anos que a pré escola de Aguiar não tinha duas salas em funcionamento), deram um toque aqui ou ali e ultimamente alcatroaram 2 ruas indo neste momento para a 3ª.
 
O largo da Igreja está a ser alcatroado também, ainda não percebi se vão alagar a rua até ás portas da igreja ou se querem assar os velhotes que no verão concorrem os velhinhos bancos colocados aleatoriamente por aqui e por ali. Por considerar que por questões estéticas e de conforto o largo da igreja (o centro de Aguiar) era uma aberração, insistem em manter tamanha aberração. Uma casa de banho pública marca a paisagem com um impacto visual perfeitamente desajustado, sendo no entanto o local mais confortável para o descanso dos velhotes quando chove muito ou já não se aguenta estar no alcatrão. A cabine telefónica mais parece ter sido abandonada ali por alguém que ia com muita pressa. E as belíssimas amoreiras (penso eu que sejam), que proporcionam sombra, partem o pavimento e inviabilizam totalmente o espaço praça ou rossio, a muito custo consigo vislumbrar a igreja mas não deixo nunca de reparar na excelente iluminação publica tirada de um filme de fellini que para além de iluminar muito pouco está colocada nos locais mais improváveis, note-se o candeeiro que ilumina a entrada da igreja que passo a descrever: - Belíssimo exemplar em latão pintalgado por aqui e ali a cal, denota alguma corrosão e aparenta uns bons 30 anos, coroa a entrada da igreja e surpreende-nos com o seu design anos 70, de referir que a cablagem que escorre pela empena da igreja já se confunde com a própria parede após 30 demãos de cal.
 
O excelente estado de conservação do imóvel é de bradar aos céus, pelo que sei, uma obra de reparação ao telhado realizada á pouco tempo denota no mínimo falta de profissionalismo de quem o fez. Colar telhas de barro em pranchas de lusalite está comprovado há já muitos anos não ser um opção correcta por questões de amplitude térmica elevada e fraca resistência das placas que por serem de fibras de cimento absorvem muita água e pela mesma razão ao serem atingidas pelo nosso sol abrem fissuras que normalmente resultam em fendas, estas descolam as telhas, por outro lado neste tipo de recuperação os canais são invariavelmente estreitos, o que proporciona o deposito de detritos e a consequente plantação que cresce invariavelmente nos telhados das nossas igrejas. Como posso reparar o alcatrão tem sido uma solução por aqui, aproveitem e alcatroem também o telhado da referida igreja, com toda a certeza cria um bom revestimento e se no verão aquece em demasia o espaço de culto, no inverno vai ser bom visitar o templo para aquecer o corpo e talvez a alma.
 
Excelentíssimo Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Aguiar, sei que no meio do desnorte de liderança da CMVA e com eleições á porta, se torna urgente fazer alguma coisa, mas como o senhor sabe tão bem como eu, isto é empatar, não se resolve nada e fica tudo na mesma. Na minha qualidade de cidadão peço-lhe que interceda por nós, nem tudo em Aguiar tem de ser provisório e essa coisa do alcatrão que embora seja bom para passear de automóvel, não é concerteza o ideal para pavimentar uma praça. Proponha um pequena requalificação do espaço, existem programas específicos que a CMVA pode estudar e apresentar uma proposta com qualidade, para que quem passe lhe apeteça parar e usufruir do espaço que por ser publico, central e com algum interesse mais que não seja pela história do relógio pode tornar-se num cartão de visita e num local com dignidade.
publicado por peixebanana às 12:14
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De Anónimo a 22 de Julho de 2008 às 18:57
Então maria madalenamartins e outros, perderam o pio. Não têm nada a dizer sobre as obras que os nossos autarcas andam a fazer na nossa freguesia?
Afinal o peixe banana ainda sabe nadar.
De manuel madaleno a 22 de Julho de 2008 às 19:58
pior que tomar decisões erradas é nao tomar nenhumas.
e a proprosito, nunca vejo aqui nenhum post de quando fazem algo bem feito.
ou seja se erram ninguem se esquece, se acertam ninguem se lembra.
De peixebanana a 22 de Julho de 2008 às 20:45
caro manuel madaleno, dê-me aqui uma ajuda a tentar lembrar-me uma obra com significado nesta freguesia no actual mandato. e se quiser ser exaustivo, no resto do concelho também.

quanto ao post a dizer que fazem algo bem, no mesmo post onde comentou, não sei se reparou na alusão ao anterior mandato quando decidiu aumentar o PDM de Aguiar e assim dinamizar o concelho, pena que se tenha ficado por aqui pois a logica é a continuação (habitantes/equipamentos). E o alcatroamento das 3 ruas de aguiar, optimo, mas é isto que você como eleitor pensou no acto do voto: - vou votar nestes porque tenho a esperança que ponham alcatrão em 3 ruas de aguiar.

De mario madaleno a 22 de Julho de 2008 às 22:35
nao nao amigo luis ta enganado.eu pensei foi vou votar nestes porque os outros ainda sao piores nem essas tres ruas alcatroavam.
mal por mal antes na cadeia que no hospital.
votei neles porque tal como imaginei e conhecendo bem as pessoas como conheço a oposiçao é bem pior.
o meu amigo habita a quanto tempo no concelho?pois muito menos que eu que aqui fui nascido e criado, por isso um dia percebe a minha escolha, a mim ja nao me vem ensinar nada.
quanto as obras realizadas bem sei que ja podiam ter feito mais, como alargar o cemiterio e arranjar a entrada da antiga cooperativa por exemplo digo estas duas porque considero que sao as mais importantes. mas por vezes os pequenos gestos do dia a dia sao tao ou mais importantes que as grandes obras, por exemplo que fez as casas de banho para dificientes?outro gesto que considero importante embora nao me faça falta mas ao senhor vai fazer muito em breve, e a camara pagar o transporte dentro do concelho.sabera o senhor que no tempo dos meus filhos tinhamos que pagar a camioneta da rodoviaria e era dentro dos horarios da rodoviaria .nao era como agora a camara paga vao deixar os miudos a escola e buscar enquanto os nossos ficavam ca em cima no rotunda a chuva ou ao sol.
assegura o prolongamento do horario da escola, no tempo dos meus nao havia isso. as tres horas rua com eles. a presentes no natal dia da criança tudo e mais alguma coisa. o que havia no tempo dos meus filhos?
quanto custa vir uma carrinha trazer os almoços para as escolas?onde iam almoçar os meus filhos? a da avo, porque ainda a tinham .têm autocarro pas piscinas 2 dias na semana. no tempo dos meus iam pa barragem.
bom o retso fica pa amanha vou dormir que e melhor que tar pra qui a aturalo.
ps. eu ate simpatizava com você, mas tambem isso era no outro tempo, no dos meus filhos.
De Anonimo a 23 de Julho de 2008 às 17:09
Mario Madaleno
Que raio de ameaças são estas:...
(por exemplo que fez as casas de banho para dificientes?outro gesto que considero importante embora nao me faça falta mas ao senhor vai fazer muito em breve)....
Tome juizo homem, não faça asneiras mais tarde pode arrepender-se.
Um abraço para o Peixe Banana e não tenha medo, não fazem mal a uma mosca.

De Anónimo a 24 de Julho de 2008 às 16:33
carissimos anonimos, parece-me bem que os amigos e que perderam o juizo todo, pois embora admita que a pontuação do texto nao seja a mais correcta , nao sei como podem pensar que tou a fazer ameaças ao sr peixe. sao muito insensiveis.
eu disse: quem é que fez as casas de banho para os deficientes?
depois disse que outro gesto importante embora eu ja nao precise , foi o facto de a cmva pagar o transporte dentro do concelho e aí sim o sr peixe vai benificiar porque ainda tem filhos que se deus quiser vao para a escola.
eu certamente nao precisarei porque os meus estao criados.
sera que me fiz entender?
parece-me que o sr peixe me entendeu logo no primeiro comentario.
irra haja alguem inteligente.
em relação ao sr peixe deixe que lhe diga que nao o odeio mesmo nada, pois so me queixo quando tenho motivos, mas tambem nao o idolatro. e nao minto quando digo que se o sr se candidatar voto em si, pois nao sou filiado em nenhum partido, e voto nas pessoas nao em partidos, nao concordo e mesmo nada que aproveite qualquer motivo (por vezes sem fundamento) para atacar, pois é ai que volto a repetir que da a ideia que afinal o sr so quer o mesmo dos outros TACHO, E POLEIRO.
mas enfim a ver vamos,, o tempo vai falar por si.


De Anónimo a 24 de Julho de 2008 às 16:34
ass. mario madaleno
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Um polícia reformado imagina que uma criança inglesa morreu num trágico acidente e que o corpo foi congelado ou conservado no frio pelos pais e amigos.

Um político socialista imaginou que era possível combater a corrupção neste sítio cada vez mais mal frequentado, apresentou um pacote de medidas e ficou muito desiludido quando o seu partido o atirou para o lixo e aprovou um conjunto de diplomas que vai deixar tudo como antes, o quartel-general em Abrantes. O mesmo político imagina, agora, que a corrupção está mais elevada do que nunca e fica triste porque ninguém lhe liga nenhuma.

A líder do maior partido da Oposição imagina que é possível chegar ao poder sem andar por aí em festas folclóricas, em espectáculos medíocres e chega ao ponto de dizer que vai tentar falar verdade sobre os problemas do sítio e que não se pronuncia sobre assuntos que não conhece.

Um ministro deste Governo socialista imagina-se como director comercial de uma multinacional e salta de contente sempre que assina um contrato com uma empresa qualquer. O mesmo governante imagina um dia que a crise económica, financeira e social já passou e no outro imagina que o que aí vem vai ser bem pior.

Um primeiro-ministro que os indígenas elegeram em 2005 com maioria absoluta imagina que vive num sítio maravilhoso, com uma economia pujante, com um nível de vida extraordinário, com cidadãos altamente qualificados e até imagina que Angola tem um governo fabuloso, digno dos maiores elogios, que a Líbia é dirigida por um ser normal, democrático, que até escreveu em tempos um livro que só por acaso não ganhou o Nobel da Literatura e que a Venezuela tem um presidente civilizado, com os alqueires todos no sítio e que merece ser recebido várias vezes em poucos meses com gestos de grande carinho e amizade.

Um Presidente da República imagina que os seus silêncios são mais importantes do que as suas palavras e imagina que quando discursa alguém o ouve verdadeiramente com atenção. Imagina que quando fala na necessidade de se combater a corrupção ou atacar a sério os problemas da Justiça e da Educação alguém o leva verdadeiramente a sério e vai a correr preparar mais uns diplomas para indígena ver.

A alucinação, como se vê, veio para ficar. Está a tornar-se numa pandemia. Em vez de dinheiros da Europa, o sítio precisa urgentemente de uma enorme equipa de psiquiatras que o cure da doença enquanto há tempo e esperança de cura.

António Ribeiro Ferreira
[in Correio da Manhã, 28.07.2008]

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